Conteúdo
- A Obsolescência Sob o Asfalto: O Foco da Intervenção e Light
- O Contexto: Instabilidade Recente e Pressão Regulatória sobre o Investimento de R$ 12 Milhões
- O Custo da Resiliência na Concessão Urbana e Rede Subterrânea
- O Alumínio Como Pilar da Nova Infraestrutura e Cabos de Alumínio
- Olhando para o Futuro: Urbanização e Demanda Energética e Offshore
A Obsolescência Sob o Asfalto: O Foco da Intervenção e Light
O cerne desta iniciativa da Light é a substituição integral de cerca de 3,5 km de cabos antigos. A pesquisa de mercado indica que o foco está na migração de tecnologia, trocando cabos de cobre por ligas de alumínio. Esta mudança tecnológica é vital, pois o alumínio, quando bem dimensionado, oferece maior capacidade de condução e, crucialmente, menor resistência ôhmica.
A redução da resistência significa menos perdas técnicas no transporte e maior eficiência energética, um ponto que ressoa diretamente com as metas de sustentabilidade e otimização da matriz. A rede subterrânea, embora mais cara para instalar e manter, é menos suscetível a interrupções causadas por eventos climáticos severos, como ventos fortes ou quedas de árvores, um diferencial importante em uma cidade costeira como o Rio.
O Contexto: Instabilidade Recente e Pressão Regulatória sobre o Investimento de R$ 12 Milhões
É impossível analisar este investimento de R$ 12 milhões sem considerar o cenário recente. A cobertura jornalística mostra que as áreas do Leme e Copacabana estiveram recentemente sob os holofotes devido a apagões recorrentes, que levaram a intervenções judiciais e multas pesadas contra a distribuidora.
A Justiça, de fato, impôs multas diárias significativas, evidenciando um claro descumprimento dos indicadores mínimos de qualidade do serviço prestado. Portanto, a ação da Light de reconstruir rede subterrânea não é apenas proativa, mas reativa a uma crise de confiabilidade que atingiu o limite aceitável pela agência reguladora e pelo consumidor final.
O Custo da Resiliência na Concessão Urbana e Rede Subterrânea
O setor elétrico, especialmente no segmento de distribuição em grandes centros urbanos, vive um eterno dilema entre o CAPEX (investimento em capital) e a tarifa final. A modernização da rede subterrânea é dispendiosa, mas a falta dela gera custos sociais e econômicos altíssimos, como a perda de receita por interrupção e o desgaste da imagem regulatória da concessionária.
Para a Light, este upgrade é um movimento estratégico para melhorar seus benchmarks de continuidade do fornecimento (DEC e FEC). Ao substituir cabos antigos, a empresa mira em reduzir a frequência e a duração das falhas, o que, a longo prazo, pode suavizar a pressão por multas e permitir um foco maior em inovações na ponta, como a integração de sistemas de microgeração distribuída.
O Alumínio Como Pilar da Nova Infraestrutura e Cabos de Alumínio
A decisão de padronizar para cabos de alumínio merece destaque técnico. Embora o cobre ainda domine em certas aplicações de baixa tensão pela sua maleabilidade, o alumínio tem se consolidado em redes de média e alta tensão por conta da relação custo-benefício e da redução do peso estrutural nas galerias subterrâneas.
A substituição dos 3,5 km é um projeto de engenharia civil e elétrica que exige coordenação minuciosa com o poder público municipal, dadas as restrições de tráfego e logística em áreas como a Avenida Atlântica. A gestão eficaz deste rollout definirá se o capital investido se traduzirá rapidamente em qualidade percebida pelo cliente.
Olhando para o Futuro: Urbanização e Demanda Energética e Offshore
O Leme e Copacabana são áreas onde a verticalização e o turismo de alto padrão demandam cada vez mais energia de qualidade. A sustentabilidade urbana moderna depende de redes elétricas que suportem picos de demanda sem falhar.
Enquanto o Brasil debate a transição para fontes renováveis, a infraestrutura de distribuição (o “último quilômetro”) permanece a espinha dorsal que garante que essa energia, seja ela gerada por uma hidrelétrica, solar ou eólica offshore, chegue efetivamente ao consumidor. O investimento de R$ 12 milhões da Light é, portanto, um reconhecimento de que a fundação da rede urbana não pode ser negligenciada em prol de projetos puramente renováveis ou de geração. A confiabilidade começa no subterrâneo.
Visão Geral
A Light investe R$ 12 milhões para reconstruir rede subterrânea em Copacabana e Leme, trocando cabos de cobre por cabos de alumínio em 3,5 km de vias. A intervenção é motivada pela necessidade de aumentar a resiliência da rede após falhas recorrentes e multas regulatórias. Este upgrade visa melhorar os benchmarks de continuidade do fornecimento (DEC e FEC), garantindo maior estabilidade energética para uma das áreas mais densas do Rio de Janeiro, em preparação para o aumento da demanda urbana e integração de novas fontes como a offshore.






















