Na UPA de Ceilândia II, Equipamentos Essenciais Permanecem Sem Funcionamento por Quase Três Anos
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia II, equipamentos essenciais para o pronto atendimento aos pacientes estão sem funcionamento há quase três anos. Esta situação crítica persiste mesmo com a existência de um contrato ativo de manutenção. Diante disso, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) concedeu um prazo de 15 dias para que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges/DF) apresente uma solução concreta. O objetivo é resolver a carência de peças que mantém parados aparelhos vitais como ventiladores mecânicos e monitores cardíacos, que são cruciais para a assistência médica de urgência.
O Contrato de Manutenção Sob Análise
O contrato em questão, de número 127/2020, foi firmado entre o Iges/DF e a empresa WF Tecnologia Científica. Inicialmente avaliado em R$ 9,8 milhões, o valor total do acordo já ultrapassa os R$ 34 milhões devido a aditivos. O TCDF analisou uma representação que apontou diversas irregularidades nesse ajuste, indicando falhas significativas na gestão e execução dos serviços.
Irregularidades e Falhas na Execução
Entre as principais falhas identificadas estão a execução deficiente dos serviços de manutenção e justificativas consideradas frágeis por parte da empresa contratada para a não realização dos consertos. Além disso, foi constatada a ausência de um inventário dos equipamentos e a falta de documentos obrigatórios referentes às máquinas danificadas, o que dificulta o rastreamento e a fiscalização dos reparos.
Casos Emblemáticos de Equipamentos Parados
Um dos exemplos mais preocupantes é o de um monitor cardíaco, fundamental para o acompanhamento dos batimentos do coração dos pacientes. Ele está inoperante desde 20 de abril de 2023, com a tela danificada após uma queda. A empresa contratada alegou ter realizado a compra de peças no exterior, justificando a ação pela falta de componentes no mercado nacional, mas o equipamento permanece quebrado.
Outro aparelho crucial, um ventilador mecânico, que oferece suporte a pacientes com dificuldades respiratórias, apresentou defeito na bateria em agosto de 2023. Um derramamento de líquido causou um curto-circuito. Embora o conserto estivesse previsto para fevereiro de 2024 e a necessidade de uma nova bateria fosse evidente, o equipamento continua funcionando apenas quando conectado à rede elétrica, sem sua autonomia vital.
Visão Geral
A paralisação desses equipamentos na UPA Ceilândia II por um período tão longo representa um grave risco à saúde pública. A falta de manutenção adequada e as irregularidades no contrato evidenciam a necessidade urgente de uma intervenção eficaz. A determinação do TCDF pressiona o Iges/DF a encontrar uma solução rápida, garantindo que os aparelhos essenciais para o pronto atendimento aos pacientes voltem a funcionar e a unidade possa cumprir seu papel vital na comunidade.
Créditos: Misto Brasil





















