Os criminosos focavam em servidores com boa capacidade financeira
Os criminosos focavam em servidores com boa capacidade financeira
Por Pedro Peduzzi – DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou, na quinta-feira (29), a operação Duplo Fator.
O objetivo principal foi desmantelar um grupo criminoso especializado em fraudes digitais, conseguidas através da invasão de contas de servidores públicos na plataforma Gov.br.![]()
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Após obterem acesso à plataforma, os criminosos realizavam a solicitação de empréstimos em nome dos servidores.
O prejuízo financeiro apurado em apenas duas instituições bancárias atingiu a marca de R$ 360 mil (sendo R$ 244,1 mil no Banco Sicredi e R$ 120 mil no Banco do Brasil).
Os indivíduos escolhidos para os golpes eram servidores públicos que apresentavam margem consignável alta, excelente score de crédito e inexistência de outras dívidas.
Conforme detalhado pela PCDF, “a organização criminosa desativava a autenticação de dois fatores (2FA) da plataforma Sougov.br, comprometendo a segurança das contas dos servidores para elevar seu nível de acesso para as categorias prata ou ouro, possibilitando, assim, a contratação dos empréstimos fraudulentos”.
No total, foram executados 14 mandados judiciais em locais associados à quadrilha, situados nas regiões administrativas de Samambaia, Areal, Ceilândia e Riacho Fundo, no Distrito Federal; em Aragarças, Goiás; e em Barra do Garças, Mato Grosso.
Caso sejam condenados, os suspeitos responderão pelos crimes de organização criminosa e estelionato eletrônico.
Visão Geral
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou um grupo criminoso que fraudava contas de servidores públicos na plataforma Gov.br, com prejuízos que somaram R$ 360 mil em dois bancos. Os criminosos burlavam a autenticação de dois fatores (2FA) do Sougov.br para elevar o nível de acesso das contas e contratar empréstimos consignados fraudulentos. Os alvos preferenciais eram servidores com alta margem consignável e bom histórico de crédito. Foram cumpridos 14 mandados judiciais em três estados. Os envolvidos responderão por organização criminosa e estelionato eletrônico.
Créditos: Misto Brasil



















