A Geração Distribuída solar garante à Motiva, controlada pelo grupo CCR, uma redução de até 26% nos custos de eletricidade por meio de um contrato estratégico de longo prazo.
Conteúdo
- Visão Geral da Parceria e Impacto Financeiro
- O Poder do Contrato de GD Remota para Grandes Clientes
- Sustentabilidade na Infraestrutura: Além da Economia
- A Estratégia da Shell Energy no Mercado B2B
- GD Solar Pós-Marco Legal: Previsibilidade Acima de Tudo
Visão Geral
A Geração Distribuída (GD) solar reafirma sua posição como ferramenta indispensável para a gestão de custos e descarbonização em grandes players do setor de infraestrutura. A Motiva, holding de mobilidade do grupo CCR, formalizou um contrato de cinco anos que promete uma economia de até 26% em suas contas de eletricidade. O acordo com a Prime Energy, controlada pela Shell Energy, é um marco que sublinha a transição energética no segmento de rodovias.
O volume contratado é substancial: 2.115,6 MWh anuais de energia solar limpa, fornecidos através do modelo de Geração Compartilhada ou GD Remota. Esta estrutura é perfeita para clientes com múltiplas unidades consumidoras dispersas, como é o caso das concessionárias que administram as importantes vias Dutra, Rio-Santos e Castello Branco. O contrato abrange cerca de 120 pontos de consumo da Motiva, incluindo praças de pedágio, bases operacionais e edifícios administrativos.
O Poder do Contrato de GD Remota para Grandes Clientes
O ganho de 26% na conta de energia não é um mero desconto, mas sim o resultado da otimização de custos proporcionada pelo modelo de GD solar. Para grandes empresas como a Motiva, a eletricidade é um custo operacional significativo e, historicamente, volátil. A previsibilidade e a redução de custos, garantidas por um contrato de longo prazo de GD solar, oferecem uma vantagem competitiva crucial.
No sistema de Geração Distribuída Remota, a energia é produzida em usinas solares centralizadas (fazendas solares), muitas vezes localizadas em regiões com alta irradiação solar. Essa energia é então injetada na rede da distribuidora local. Os créditos gerados são abatidos das faturas das unidades consumidoras da Motiva, proporcionando a significativa economia de energia.
Este mecanismo é vital, especialmente para concessionárias de rodovias. Tais operações não podem ter sistemas fotovoltaicos instalados em cada unidade devido a restrições de espaço ou questões logísticas. A GD solar remota resolve esse problema ao permitir que a produção seja centralizada, enquanto os benefícios são distribuídos virtualmente para todos os pontos de consumo.
A Prime Energy, como fornecedora, assume todo o investimento, a operação e a manutenção das fazendas solares. Para a Motiva, a transação se resume a uma assinatura de fornecimento de energia mais barata, sem a necessidade de dispêndio de capital próprio (CAPEX) para a construção das usinas. Essa é a grande atratividade do modelo B2B de GD solar.
Sustentabilidade na Infraestrutura: Além da Economia
Embora a economia de até 26% seja o principal chamariz financeiro, o impacto do contrato da Motiva no âmbito da sustentabilidade é inegável. O fornecimento anual de 2.115,6 MWh de energia solar limpa resultará na prevenção da emissão de 90,33 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) por ano.
Essa redução de emissões não é apenas um dado ambiental; é um ativo estratégico no contexto ESG (Ambiental, Social e Governança). O setor de infraestrutura, que frequentemente opera sob escrutínio público e regulatório, utiliza o compromisso com a energia solar para reforçar sua responsabilidade corporativa e sustentabilidade.
O uso de GD solar na operação de rodovias não só reduz a pegada de carbono, mas também aumenta a resiliência energética das operações. Praças de pedágio, centros de controle e iluminação de túneis são cargas críticas. A diversificação da fonte de energia, mesmo que virtualmente, contribui para a segurança energética da operação.
A Motiva demonstra que grandes grupos de infraestrutura estão elevando o padrão de sustentabilidade. A escolha pela energia solar limpa, fornecida por um parceiro de peso como a Shell Energy (via Prime Energy), alinha as metas financeiras com os imperativos ambientais, um movimento cada vez mais exigido por investidores e reguladores.
A Estratégia da Shell Energy no Mercado B2B
A participação da Prime Energy, controlada pela Shell Energy, é outro ponto de destaque. O grupo Shell tem demonstrado uma ambição global de se tornar um gigante da energia renovável, e a aquisição e expansão de empresas de GD solar no Brasil são parte dessa estratégia.
O mercado brasileiro de Geração Distribuída, mesmo após a implementação da Lei 14.300/22 (o Marco Legal), continua sendo um dos mais dinâmicos do mundo. A Shell Energy está capitalizando a demanda crescente de empresas que buscam contratos de energia solar de longo prazo para mitigar o risco de preços futuros de eletricidade.
Para a Prime Energy, o contrato com a Motiva representa a consolidação de seu portfólio de grandes clientes no segmento de mobilidade e infraestrutura. A capacidade de fornecer mais de 2 GWh anuais atesta a escala e a solidez de suas fazendas solares, um fator decisivo para empresas que priorizam a continuidade do serviço.
Esta parceria reforça o cenário onde grandes petroleiras, tradicionalmente ligadas a fontes fósseis, estão utilizando a Geração Distribuída como uma das principais portas de entrada no mercado de energia limpa. Elas trazem consigo a expertise em gestão de projetos de grande escala e o capital necessário para sustentar o crescimento acelerado da GD solar.
GD Solar Pós-Marco Legal: Previsibilidade Acima de Tudo
Para os profissionais do setor elétrico, a economia de até 26% é uma prova da viabilidade econômica da GD solar mesmo sob a vigência da Lei 14.300/22. O Marco Legal impôs encargos progressivos sobre o uso da rede (a famosa “taxa do Fio B”) para novas instalações. No entanto, contratos firmados em 2024 e adiante continuam a ser altamente vantajosos.
A chave está na comparação com a tarifa cheia da distribuidora. A escalada das tarifas de energia, impulsionada por custos de transmissão, distribuição e encargos setoriais, torna a GD solar uma âncora de custos. A Motiva está essencialmente trocando a volatilidade da tarifa regulada pela estabilidade de um preço contratado de energia solar.
O volume de 2.115,6 MWh/ano (aproximadamente 176 MWh/mês) é um indicador de que o benefício financeiro supera largamente os novos encargos. A Geração Distribuída é particularmente eficaz para grandes consumidores do Grupo A ou B que possuem contas elevadas, onde a porcentagem de economia de energia se traduz em milhões de reais ao longo do contrato.
A decisão da Motiva atua como um sinalizador de mercado. Demonstra que, para empresas com compromissos de longo prazo e necessidade de gestão de ativos críticos como rodovias, a GD solar é uma solução de energia limpa madura e financeiramente superior às opções tradicionais de compra de eletricidade. A sustentabilidade se junta à economia para pavimentar o caminho das concessionárias.
Visão Geral
A Geração Distribuída (GD) solar reafirma sua posição como ferramenta indispensável para a gestão de custos e descarbonização em grandes players do setor de infraestrutura. A Motiva, holding de mobilidade do grupo CCR, formalizou um contrato de cinco anos que promete uma economia de até 26% em suas contas de eletricidade. O acordo com a Prime Energy, controlada pela Shell Energy, é um marco que sublinha a transição energética no segmento de rodovias.
O volume contratado é substancial: 2.115,6 MWh anuais de energia solar limpa, fornecidos através do modelo de Geração Compartilhada ou GD Remota. Esta estrutura é perfeita para clientes com múltiplas unidades consumidoras dispersas, como é o caso das concessionárias que administram as importantes vias Dutra, Rio-Santos e Castello Branco. O contrato abrange cerca de 120 pontos de consumo da Motiva, incluindo praças de pedágio, bases operacionais e edifícios administrativos.





















