Diretrizes Estratégicas para Arborização Urbana e Produção de Mudas no Distrito Federal
Diretrizes de Arborização Urbana e Produção de Mudas no DF
Por Misto Brasília – DF
A Novacap plantou mais de 218 mil árvores em todas as regiões administrativas do Distrito Federal desde 2019. Este volume reflete uma política contínua de arborização urbana mantida pelas últimas duas gestões, com uma nova etapa contratada para expansão planejada até 2027.
Entre as espécies mais utilizadas nos plantios recentes destacam-se o ipê-branco (*Tabebuia roseo-alba*), o jacarandá-mimoso (*Jacaranda mimosaefolia*) e a pitangueira (*Eugenia uniflora*).
Houve mudanças na seleção de espécies: a espatódia (conhecida como “xixi de macaco”) foi descontinuada devido ao seu impacto negativo nas abelhas. Além disso, o guapuruvu foi removido do planejamento urbano devido ao alto risco estrutural que representa.
A política atual de arborização prioriza espécies nativas do bioma Cerrado ou aquelas que demonstram boa adaptação ao ambiente urbano.
Segundo Matheus Marques Dy Lá Fuente Gonçalves, engenheiro florestal e assessor do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, o número total de mudas produzidas no período recente, considerando plantios efetuados e contratos finalizados, supera 280 mil mudas.

A maior parte da produção é interna, originada nos viveiros da Novacap. Aproximadamente 97% das mudas são geradas a partir de sementes coletadas no Distrito Federal ou em coletas técnicas realizadas em áreas do Cerrado em Goiás e Minas Gerais. Atualmente, o viveiro trabalha com um catálogo de mais de 130 espécies diferentes.
“A gente tem uma diversidade muito grande aqui. Cada espécie tem sua peculiaridade, seu tempo, seu recipiente adequado”.
As mudas passam por um período de cultivo que varia entre oito meses e um ano antes de serem plantadas definitivamente. Durante esta fase, elas são submetidas a um processo chamado rustificação, essencial para prepará-las contra estresses ambientais como vento, variações de temperatura e falta de água.
“Elas ficam aqui amadurecendo, se adaptando. Quando vão para o campo, já estão aptas”.
O processo de plantio em áreas urbanas é precedido por uma análise técnica: “A gente recebe os pedidos da população e faz a vistoria em campo. Avalia rede elétrica, calçada, meio-fio, presença de tubulação, espaço disponível e até se há previsão de obra naquela área”.
Essa avaliação garante a adequação da escolha: “Nem sempre é possível plantar uma árvore de grande porte. Às vezes é preciso usar espécie arbustiva ou adaptar o projeto”.
Visão Geral
A política de arborização urbana do Distrito Federal, executada pela Novacap, demonstra um foco consistente na expansão do plantio (mais de 218 mil árvores desde 2019), com um grande percentual de mudas (97%) produzidas internamente a partir de sementes regionais e do Cerrado. As diretrizes atuais priorizam espécies nativas ou adaptadas, excluindo aquelas que causam problemas ambientais (como a espatódia) ou estruturais (como o guapuruvu). O processo de plantio é rigoroso, envolvendo a rustificação das mudas por até um ano e uma vistoria técnica detalhada no local para garantir a viabilidade e segurança da nova árvore.
Créditos: Misto Brasil



















