Geração solar cresce 22,1% em janeiro, enquanto consumo do SIN apresenta leve queda.
Conteúdo
- Crescimento da Geração Solar em Janeiro
- Comparativo da Geração de Energia no SIN
- Análise do Consumo no SIN e Regional
- Expansão da Matriz Elétrica Brasileira
- Visão Geral
Crescimento da Geração Solar em Janeiro
A geração solar brasileira demonstrou um notável crescimento de 22,1% em janeiro, comparado ao mesmo mês de 2025, conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). As usinas solares atingiram uma produção de 4.778 MWmed, superando os 3.912 MW médios registrados no ano anterior. Este aumento significativo da produção de energia solar reafirma a importância crescente da fonte no cenário energético nacional. O desempenho positivo da energia solar fotovoltaica é um indicativo claro da expansão e maturação dessa tecnologia no país, contribuindo de forma expressiva para a matriz elétrica.
Comparativo da Geração de Energia no SIN
No mesmo comparativo anual, as usinas eólicas registraram um incremento expressivo de 60,6% na geração de energia, enquanto as usinas térmicas tiveram um leve aumento de 0,5%. Em contrapartida, as hidrelétricas apresentaram uma retração de 13,5% na sua geração. No total, o Sistema Interligado Nacional (SIN) observou uma ligeira queda de 0,8% na geração de energia, totalizando 75.855 MW médios em janeiro, segundo o boletim da CCEE. Essa variação geral reflete as condições hidrológicas e a inserção progressiva de fontes intermitentes como a solar e a eólica.
Análise do Consumo no SIN e Regional
O consumo no SIN também registrou uma pequena retração de 0,6% em janeiro. O Ambiente de Contratação Livre (ACL) recuou 1,0%, enquanto o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) permaneceu estável. Regionalmente, Piauí (8,4%), Pará (6,7%), Sergipe (6,1%) e Mato Grosso (5,7%) lideraram as maiores altas de consumo. Por outro lado, Mato Grosso do Sul (-7,4%), Goiás (-4,8%) e Acre (-4,5%) reportaram as quedas mais acentuadas no consumo de energia elétrica. Em termos de atividades econômicas, setores como químicos, telecomunicações e veículos tiveram as maiores reduções, ao passo que extração de minerais metálicos, serviços e alimentícios apresentaram crescimento na demanda.
Expansão da Matriz Elétrica Brasileira
A matriz elétrica brasileira expandiu sua capacidade em 543 MW em janeiro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou a entrada em operação comercial de 13 novas usinas, sendo 11 centrais solares fotovoltaicas (509 MW), uma termelétrica (20 MW) e uma PCH (14 MW). Com isso, o parque elétrico nacional alcançou a marca de 216 GW de potência fiscalizada. Quatro estados em diferentes regiões liberaram empreendimentos para operação comercial no início de 2026. Destaque para Minas Gerais, que adicionou 409 MW com nove usinas, seguido pela Bahia (100 MW), Pará (20 MW) e Paraná (14 MW), impulsionando a capacidade instalada do país.
Visão Geral
Em janeiro, a geração solar impulsionou a matriz com um avanço de 22,1%, apesar da leve queda geral no consumo do SIN. A expansão da capacidade, majoritariamente solar, reforça a transição energética do Brasil. Enquanto o consumo geral recuou marginalmente, a entrada de novas usinas, especialmente as fotovoltaicas, amplia a potência fiscalizada do parque elétrico nacional para 216 GW.





















