Em clima de COP, ETRI 2025 debate soluções tecnológicas para a transição energética

Em clima de COP, ETRI 2025 debate soluções tecnológicas para a transição energética
Em clima de COP, ETRI 2025 debate soluções tecnológicas para a transição energética - Foto: Divulgação / Arquivo
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A 8ª edição da ETRI reuniu especialistas para debater soluções tecnológicas e inovações cruciais para o futuro da transição energética, em preparação para a COP-30.

Abertura e Foco na Ciência para Ação Climática

A 8ª edição da Energy Transition Research & Innovation Conference (ETRI) foi inaugurada, organizada pelo RCGI-USP em colaboração com o OTIC-USP. O evento, centrado em “Ações para o Futuro da Transição Energética”, alinha-se com a agenda Pré-COP 30 da USP e o programa estadual “Summit Agenda SP Mais Verde”. O objetivo central é reforçar a ciência como o pilar fundamental para a formulação de políticas públicas e a ação climática efetiva, reunindo um público diversificado composto por cientistas, líderes da indústria e representantes governamentais. Este encontro é crucial para alinhar esforços globais em prol de um futuro energético sustentável.

Júlio Romano Meneghini, diretor científico do RCGI, enfatizou a importância do momento, destacando que, além de ser uma preparação para a COP-30, a conferência celebra uma década de existência do RCGI. “A transição energética e a luta contra as mudanças climáticas estão no centro das discussões globais”, afirmou Meneghini. Ele ressaltou a missão do centro, que desde sua criação se dedica a gerar ciência e inovação para enfrentar os desafios complexos da descarbonização.

Temas Críticos da Agenda de Descarbonização

Karen Mascarenhas, chair da conferência e diretora de RH e Comunicação Institucional do RCGI, detalhou a amplitude dos tópicos abordados. A agenda cobre as áreas mais sensíveis para a mudança no setor energético, incluindo rotas de descarbonização para a indústria, transportes e o setor elétrico. Também estão em foco tecnologias emergentes como hidrogênio e biocombustíveis, além de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS). A aplicação de inteligência artificial na sustentabilidade e a transição da indústria offshore completam o painel de discussões cruciais para o avanço da sustentabilidade energética no país.

Mascarenhas anunciou um projeto de grande relevância que será assinado durante o evento: o Carbon Storage in Brazilian Basalts, uma parceria entre a Equinor e o RCGI. Este projeto visa explorar o potencial dos basaltos da formação da Serra Geral para o armazenamento seguro de CO2 emitido por usinas de bioenergia. O objetivo é construir as bases técnicas e regulatórias necessárias para estabelecer uma nova e promissora rota de BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage) no Brasil, um avanço significativo para a mitigação de emissões.

Os participantes também têm a oportunidade de vivenciar inovações de perto. O evento conta com o USP-RCGI Digital Lab, que oferece experiências imersivas em realidade virtual, e o lançamento oficial do Observatório de Climatização (RCGI-OS). Esta iniciativa pioneira busca acelerar a transição energética através da sinergia entre inovação e regulação, demonstrando o compromisso da USP em liderar a transformação do setor.

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O Papel Essencial da Indústria Offshore

Gustavo Assi, diretor do OTIC, frisou que a transição energética brasileira não pode ignorar seu setor offshore, responsável por 95% da produção nacional de petróleo e gás. Ele descreveu o dilema enfrentado pelo setor, que precisa equilibrar três demandas: aumentar a produção de energia, reduzir custos operacionais e, simultaneamente, minimizar drasticamente o impacto ambiental. Essa pressão tripla exige uma abordagem inovadora e urgente para a continuidade da matriz energética.

Assi argumentou que a transformação necessária não significa o fim da indústria, mas sim sua reinvenção. “A solução, portanto, não é o desmantelamento, mas o nascimento de uma “nova indústria” offshore, que opere com novos processos, captura de carbono e novas fontes de energia“, declarou. Essa visão propõe uma modernização profunda, integrando tecnologias limpas e processos sustentáveis para manter a relevância do setor marítimo na matriz energética futura.

Estratégia de Cocriação da USP com o Setor

Carlos Gilberto Carlotti Jr, reitor da USP, destacou a importância da estratégia da universidade voltada à cocriação de soluções junto à indústria e ao governo. Ele enfatizou que o papel da universidade vai além da pesquisa e formação de pessoal.

“Nós temos que ter a sensibilidade de identificar alguns problemas da sociedade para poder resolvê-los”, pontuou. Essa filosofia orienta a criação de centros de pesquisa como o RCGI e o OTIC, que possuem o objetivo explícito de gerar respostas práticas para os desafios sociais e ambientais contemporâneos.

A cerimônia de abertura contou com a presença de importantes figuras do cenário científico e governamental, incluindo Stephanie Yukie Hayakawa da Costa, secretária-executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, e Danilo Perecin, diretor de Energia da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo. A participação de representantes de grandes empresas, como Ricardo Martins (Hyundai), Jonas Castro (Petronas) e Samuel Cunha (TotalEnergies), sublinha a conexão vital entre a pesquisa acadêmica e as demandas reais do mercado global de energia.

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