Economia circular emerge como motor global de empregos e inovação tendo o Brasil como ‘celeiro’ de iniciativas no setor

Economia circular emerge como motor global de empregos e inovação tendo o Brasil como ‘celeiro’ de iniciativas no setor
Economia circular emerge como motor global de empregos e inovação tendo o Brasil como ‘celeiro’ de iniciativas no setor - Foto: Divulgação / Arquivo
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A economia circular impulsiona empregos e inovação globalmente. O Brasil, especialmente o Nordeste, destaca-se com iniciativas sustentáveis e inclusivas, liderando investimentos e moldando um futuro verde para o país e o mundo.

No país, a região Nordeste lidera o ranking de investimentos em propostas sustentáveis, com ações de ‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) como pilar da escalada.

A Economia Circular como Impulsionadora Global de Empregos

Os debates em torno da economia circular e dos efeitos da transição profissional na escalada global vêm preocupando autoridades internacionais. Com o mercado aquecido, aproximadamente 142 milhões de profissionais já estão empregados no modelo sustentável – o que corresponde a 5,8% da taxa de empregos global, à exceção do setor agrícola.

O assunto ganhou novos desdobramentos no último relatório em conjunto da Circle Economy, Grupo Banco Mundial, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Parceria das Nações Unidas para Ação em Economia Verde (UN-PAGE). O estudo, intitulado “Emprego na Economia Circular”, revela que a transição para uma ‘economia circular’ representa oportunidades para a geração de empregos em patamar mundial.

Desde artesãos e catadores de resíduos a big corps e multinacionais, que adotaram modelos de negócios circulares, a escalada no número de profissionais é um alento após as taxas globais de circularidade caírem de 9% em 2018 para 6,9% em 2025. Contra a maré, as regiões do Pacífico, Ásia e Américas foram as que apresentaram maior taxa de empregos circulares (em até 6,4%), reconfigurando todo o território internacional.

Brasil e Nordeste: Protagonistas na Transição para a Economia Circular

Citado no relatório pelas iniciativas que integram ‘catadores de resíduos’ aos moldes formais, o Brasil tem dado o pontapé em iniciativas voltadas à “economia circular”, como o Plano Nacional de Economia Circular (2025–2034); o Projeto de Lei nº 5.662 que institui a Política Nacional de Economia Circular; além do Plano de Transformação Ecológica ‘Novo Brasil’, do Ministério da Fazenda.

Entre as regiões, o Nordeste tem alcançado o protagonismo sustentável, através de iniciativas que posicionam os 9 estados como ‘polos itinerantes de sustentabilidade’, com o triênio do ‘Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC)’. Realizado pela LB Cultura Circular e instância articuladora do Instituto Reinventando Futuros, a embaixadora Liu Berman é uma das responsáveis por coordenar uma plataforma de alcance internacional, conectando territórios a estratégias sustentáveis e políticas públicas.

“O FNEC se consolidou como uma plataforma permanente de articulação territorial no Nordeste, especialmente com a nova edição em Fortaleza (CE). Temos orgulho de contribuir para esse movimento histórico do fortalecimento da economia circular no país. A região nordestina vem se posicionando como protagonista nos eixos de sustentabilidade e da geração de empregos circulares, mesmo diante dos desafios impostos por uma das maiores faixas semiáridas do Brasil. Isso demonstra a capacidade do território de transformar o modelo ‘extrair-produzir-descartar’ em soluções regenerativas, baseadas em inovação, cooperação e impacto social.”, Comenta Liu Berman.

O Fórum é responsável por dialogar com comunidades internacionais, trazendo 200 delegações somente na edição do Ceará. Para Berman, o contato das comunidades e autoridades mundiais com lideranças locais (indígenas, femininas, empreendedor periférico, jovens e territórios tradicionais) orienta decisões e define prioridades estratégicas da conferência.

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A decisão é pré-estabelecida desde a fundação do Fórum, em 2023, mas encontrou conformidade com o estudo “Emprego na Economia Circular”. Isso porque mais de 74 milhões de trabalhadores atuais seguem empregados na economia informal e necessitam de estratégias que combinem proteção do setor público-privado, para combater condições de trabalho precárias. Nesse cenário, Berman reforça que as ações de ‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) são essenciais para um olhar sensível e estratégico feito a partir de grupos historicamente marginalizados da base produtiva.

Diversidade e Inclusão: Pilar Essencial para a Economia Verde

A consolidação da economia circular como vetor de emprego exige enfrentar a informalidade e ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados. Indo além do campus corporativo, as estratégias de ‘Diversidade e Inclusão’ (D&I) ganharam destaque na economia circular, por articular grupos sub-representados à frente das agendas ambientais e econômicas. Pessoas negras, LGBTQIAPN+, mulheres, PCDs, lideranças indígenas, jovens, catadores e outras comunidades estão na vanguarda das articulações do Fórum Nordeste de Economia Circular e no impacto acerca dos nove estados no Brasil.

Tendo em vista que apenas as mulheres representam 26% dos trabalhadores da economia circular, segundo o relatório “Emprego na Economia Circular”, a Coordenadora do GT de ‘Diversidade e Inclusão’ do FNEC e Diretora de Projetos do Instituto ‘Reinventando Futuros’, Priscilla Arantes, destaca a necessidade de conversar com diferentes comunidades na formulação de soluções estruturantes.

“O D&I integra o DNA do FNEC desde sua primeira edição, em Salvador (BA), entendendo que a ‘economia circular’ só é possível quando há equidade territorial, justiça social e inclusão produtiva.”, Comenta Priscilla Arantes.

Na edição em Fortaleza (CE), essa atuação é consolidada por meio do ‘Grupo de Trabalho (GT) de Diversidade e Inclusão’ e do ‘Edital de Juventudes’, que atuam de maneira transversal na curadoria, governança, mobilização, construção metodológica das atividades e na linguagem institucional.

Ainda segundo Priscilla Arantes, a consolidação da economia circular como força global de geração de emprego dependerá não apenas de metas ambientais e crescimento de mercado, mas da capacidade de transformar a ‘Diversidade e Inclusão’ em estratégias estruturantes.

“Dessa forma, garantimos uma transição sustentável e justa, representativa, socialmente transformadora. O legado que já atravessa 142 milhões de pessoas só tende a crescer, e queremos posicionar o Brasil e o Nordeste no centro dessas negociações.”, Conclui Priscilla Arantes.

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