O dia foi marcado por significativa valorização do dólar e commodities como petróleo e ouro, impulsionados principalmente por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O dia foi marcado por significativa valorização do dólar e commodities como petróleo e ouro, impulsionados principalmente por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Dólar e Cenário Geopolítico
As tensões geopolíticas globais escalaram, levando a um aumento da procura pelo dólar, tradicionalmente visto como um ativo de proteção em momentos de incerteza. A moeda norte-americana fortaleceu-se frente às principais divisas mundiais e de mercados emergentes. Nesta segunda-feira (2), o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1659, registrando uma alta de 0,62%. Durante a sessão, chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,20, conforme noticiado pelo MoneyTimes. Essa valorização refletiu-se também no cenário internacional, com o índice DXY (que compara o dólar a uma cesta de seis moedas importantes como euro e libra) operando em alta de 0,77%, atingindo 98.392 pontos por volta das 17h (horário de Brasília).
Cenário Econômico Doméstico
No Brasil, investidores acompanharam de perto as novas projeções para os principais indicadores econômicos, enquanto aguardam dados de emprego. Economistas consultados pelo Banco Central (BC) ajustaram, pela segunda vez consecutiva, as projeções para a taxa Selic em 2026, de 12,13% para 12% ao ano em dezembro, segundo o Boletim Focus. As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, por outro lado, mantiveram-se estáveis em 3,91%, após um resultado do IPCA-15 superior ao esperado na semana anterior. Para o câmbio, a projeção do dólar para o final deste ano foi revisada para R$ 5,42, uma leve queda em relação à estimativa anterior de R$ 5,45.
Mercado de Commodities: Petróleo
O petróleo registrou uma alta robusta nesta segunda-feira, embora tenha perdido parte do impulso inicial. Pela manhã, os preços chegaram a saltar quase 10% devido a temores de uma prolongada guerra entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de interrupções no fornecimento global de energia, como o fechamento do Estreito de Ormuz, também contribuiu para a disparada nos preços do diesel e do gás natural. O petróleo WTI para abril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou com alta de 6,28% (US$ 4,16), atingindo US$ 71,23 o barril. Já o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 6,68% (US$ 4,80), fechando a US$ 77,74 o barril.
Mercado de Commodities: Ouro e Prata
O ouro, considerado um ativo de refúgio, teve um dia de alta impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, que se intensificou no fim de semana após ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã. O contrato mais líquido do ouro chegou a disparar acima dos US$ 5.400 a onça-troy. No entanto, o metal precioso perdeu força ao longo do dia, um movimento que também afetou a prata. Embora a prata tenha operado em forte alta inicialmente, também impulsionada pela busca por refúgio, acabou encerrando o dia em baixa.
Visão Geral
Em suma, o dia financeiro foi fortemente influenciado por acontecimentos geopolíticos, com o dólar e o petróleo exibindo ganhos notáveis devido às tensões no Oriente Médio e a busca por segurança. No âmbito doméstico, as projeções econômicas brasileiras mostraram ajustes na Selic e estabilidade no IPCA, enquanto a previsão para o câmbio apresentou uma leve melhora. O ouro, embora tenha tido uma valorização expressiva como ativo de refúgio, e a prata perderam parte de seus ganhos no final do pregão.
Créditos: Misto Brasil





















