Dolar registra queda superior a um percentual e a bolsa apresenta desempenho positivo

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Dolar registra queda superior a um percentual e a bolsa apresenta desempenho positivo - Foto: Reprodução / Arquivo
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Análise Técnica e Perspectivas para Investidores

O Último Recorde do Ibovespa e o Cenário de Mercado

Por Misto Brasil – DF

O mercado financeiro brasileiro observou uma valorização do Real frente ao Dólar nesta quarta-feira (21). Essa movimentação ocorreu em um contexto onde o Dólar enfrentou pressão vinda de moedas de mercados emergentes, impulsionada pela valorização das commodities e por declarações mais amenas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de novas tarifas europeias e a questão da Groenlândia.

Nesta sessão, o Dólar à vista finalizou o dia cotado a R$ 5,208, registrando uma queda de 1,11%.




Esse desempenho contrariou a tendência observada no cenário externo. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que mede a força do Dólar contra uma cesta de seis moedas globais (incluindo o Euro e a Libra), apresentava alta de 0,15%, alcançando 98.791 pontos.

Fatores Políticos e Geopolíticos no Mercado

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a moderação no discurso de Donald Trump durante sua participação em Davos contribuiu para a redução dos prêmios de risco globais no campo político.

No âmbito doméstico, embora o contexto internacional seja um fator relevante para a taxa de câmbio, o que se destacou foi o alto volume de capital estrangeiro direcionado a ativos locais e emergentes no início do ano, sustentando a apreciação do Real contra o Dólar.

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa estava a caminho de fechar o quarto pregão consecutivo em alta, ultrapassando a marca de 170 mil pontos pela primeira vez, devido a uma convergência de fatores positivos.

Nesta quarta-feira (21), o Ibovespa teve um salto expressivo, movendo-se dos 166 mil pontos para os 171 mil pontos nas primeiras horas de negociação, o que representou um ganho superior a 3,5 mil pontos.

Próximo das 16h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira atingiu 171.101,42 pontos, marcando um avanço de 2,90% e estabelecendo uma nova máxima histórica.

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É importante notar que o último recorde intradia havia sido estabelecido no dia anterior (20), quando o índice chegou a 166.467,56 pontos durante a sessão.

A performance foi liderada pelas ações de maior peso (blue chips), com Petrobras se destacando por atrair um fluxo significativo de investimentos, elevando seu valor de mercado ao nível mais alto desde abril do ano anterior.

Essa alta é reflexo da manutenção do forte fluxo de investidores estrangeiros para a bolsa brasileira, inserido em uma rotação global em direção a mercados emergentes, favorecida pelo alívio das tensões geopolíticas após as falas mais brandas de Donald Trump em Davos.

No cenário interno, a melhora na percepção de risco local foi reforçada por pesquisas eleitorais que indicaram avanço do candidato da oposição. Tais fatores consolidaram um pregão de bolsa em patamares recordes, com o Dólar atingindo o nível mais baixo do ano e uma forte redução nas taxas de juros futuros.

Crescimento de Investimentos em BDRs e ETFs

Dados fornecidos pela B3 revelam que a base de investidores em BDRs (certificados que representam ações de empresas estrangeiras) atingiu 1 milhão de contas. Os BDRs de ETFs somaram 37.472 investidores (um aumento de 5%).

O montante total sob custódia desses ativos também cresceu ao longo de 2025, totalizando R$ 57,2 bilhões em estoque combinado. Este valor é composto por R$ 26,0 bilhões em BDRs não patrocinados (crescimento de 9% em relação aos R$ 23,8 bilhões de dezembro de 2024), R$ 5,3 bilhões em BDRs de ETFs (avanço de 40% sobre os R$ 3,8 bilhões anteriores) e R$ 25,9 bilhões em BDRs Patrocinados.

Em termos de volume negociado, os BDRs movimentaram R$ 214 bilhões, representando uma evolução de 47% sobre os R$ 146 bilhões registrados em 2024. Os ETFs globais, por sua vez, negociaram R$ 12,3 bilhões no ano, alta de 56% comparado aos R$ 8 bilhões reportados no final do ano anterior.


Visão Geral

Em resumo, o mercado brasileiro foi impulsionado positivamente pelo alívio nas tensões geopolíticas, um fluxo robusto de capital estrangeiro para ativos emergentes e melhorias na percepção de risco doméstico. Estes fatores resultaram em um novo recorde histórico para o Ibovespa, enquanto o Dólar sofreu depreciação acentuada frente ao Real. Paralelamente, houve um crescimento significativo na participação e no volume negociado de BDRs e ETFs no mercado local.

Créditos: Misto Brasil

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