A liquidez foi reduzida e os ajustes foram moderados, mas o otimismo com ações, impulsionado pela IA e pela expectativa de novos cortes de juros nos EUA
A liquidez foi reduzida e os ajustes foram moderados, mas o otimismo com ações, impulsionado pela IA e pela expectativa de novos cortes de juros nos EUA
Por Misto Brasil – DF
Nesta primeira sessão de negociações do ano, o dólar encerrou o dia em queda acentuada, reflexo de um mercado com baixa movimentação (baixa liquidez). O valor do dólar à vista finalizou com uma desvalorização de 1,19%, atingindo R$ 5,4238 na ponta vendedora.
Apesar da liquidez restrita nos mercados, o real ganhou terreno frente ao dólar, mesmo diante da fraqueza observada nas commodities.
Embora os ajustes tenham sido contidos devido ao baixo volume de negócios, o sentimento positivo em relação às ações prevaleceu. Esse otimismo é sustentado pelo avanço da inteligência artificial (IA) e pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed) inicie novos cortes nas taxas de juros ao longo de 2026, favorecendo ativos considerados de maior risco.
O real continua atraente devido ao carry trade, especialmente porque o dólar acumulou uma queda superior a 11% em 2025 e também se desvalorizou no cenário internacional.
Apesar da queda registrada nesta sexta-feira, 2, no preço do petróleo e do minério de ferro, o minério demonstrou resiliência ao longo de 2025, mantendo os preços acima de US$ 100 por tonelada na maior parte do período.
Para o mês de janeiro, o mercado financeiro projeta uma pausa nas decisões do Fed e a manutenção da taxa Selic em 15%, com a expectativa predominante de que os cortes nas taxas de juros comecem somente em março.
Os preços do petróleo finalizaram o primeiro dia de negociações de 2026 em baixa, após terem registrado a maior perda anual desde 2020. Os investidores estão equilibrando as preocupações com o excesso de oferta contra os riscos geopolíticos, como a guerra na Ucrânia e as restrições às exportações da Venezuela.
Visão Geral
O início do ano de 2026 foi marcado por um dólar em forte declínio (1,19%) em um pregão de baixa liquidez. O cenário de menor volume de negócios não impediu que o otimismo em relação às ações, estimulado pela IA e pela esperada redução das taxas de juros nos EUA pelo Fed, fortalecesse moedas de risco como o real. Este último também é sustentado pelo atrativo carry trade, após uma forte depreciação do dólar em 2025. No mercado de commodities, o minério de ferro mostrou força ao longo de 2025, enquanto o petróleo encerrou o ano anterior com perdas significativas devido a questões de oferta, apesar das tensões geopolíticas.
Créditos: Misto Brasil




















