A Embraer apresenta um desempenho financeiro notável, com um backlog recorde de US$ 31,6 bilhões no 4T25
A Embraer alcança um Backlog Recorde de US$ 31,6 Bilhões no 4T25
Por Misto Brasil – DF
O dólar permaneceu estável no Brasil na quarta-feira (28), cotado a R$ 5,20, enquanto os investidores aguardavam a decisão sobre as taxas de juros do Banco Central no início da noite. Essa estabilidade no Brasil contrastou com o cenário internacional, onde o dólar se valorizou frente à maioria das outras moedas.
O foco principal estava na primeira “Super Quarta” do ano, marcada pela divulgação das decisões sobre as taxas de juros tanto no Brasil (Banco Central) quanto nos Estados Unidos (Federal Reserve – Fed), conforme noticiado pelo InfoMoney.
O Federal Reserve optou por manter a taxa básica de juros na tarde de quarta-feira, justificando a decisão pela inflação ainda elevada e pelo crescimento econômico robusto. O comunicado de política monetária ofereceu poucas pistas sobre quando os custos de empréstimos poderão ser reduzidos.
Pouco antes do anúncio do Fed, o dólar havia apresentado alta, que se manteve após a decisão, mas que se estabilizou no fechamento.
No acumulado do ano, a moeda americana registra uma desvalorização de 5,12%. Às 17h03, o dólar futuro com vencimento em fevereiro — o mais negociado no momento no Brasil — subia 0,44% na B3, atingindo R$ 5,2065.
A Embraer anunciou na terça-feira (27) um backlog (carteira de pedidos firmes ainda não entregues) recorde de US$ 31,6 bilhões referente ao quarto trimestre de 2025, representando um aumento de 1% em relação ao trimestre anterior.
As entregas da companhia somaram 91 aeronaves no trimestre, um crescimento de 21% na comparação anual, marcando o quinto trimestre consecutivo com recorde histórico. Às 10h45, as ações da Embraer estavam em alta de 0,71%, negociadas a R$ 104,15, atingindo máximas históricas constantemente renovadas em 2026.
A XP Investimentos avaliou que a Embraer apresentou resultados operacionais sólidos no 4T25, beneficiada por uma sazonalidade favorável nas entregas.
Em um contexto de valorização das ações no início do ano, a Vale também divulgou seus dados operacionais do quarto trimestre de 2025 (4T25) na última terça-feira (27), com números considerados positivos pelos analistas de mercado.
A mineradora reportou uma produção de minério de ferro de 336,1 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2,6% em relação a 2024. Com isso, a Vale superou, pela primeira vez desde 2018, o volume produzido pela concorrente Rio Tinto em Pilbara, o principal polo produtor da gigante australiana.
Dessa forma, a empresa brasileira ultrapassou a produção total de 327,3 milhões de toneladas da anglo-australiana, reconquistando o posto de maior produtora global do insumo.
Visão Geral
O cenário econômico foi marcado pela estabilidade do dólar no Brasil, enquanto os mercados aguardavam as decisões de política monetária do Banco Central e do Fed. Em notícias corporativas, a Embraer registrou um novo recorde em seu volume de pedidos futuros (backlog) e entregas, impulsionando suas ações. Paralelamente, a Vale retomou a liderança global na produção de minério de ferro, superando a Rio Tinto em volume anual.
Créditos: Misto Brasil





















