Investidores Locais e Dados de Inflação: O Dólar em Baixa
Investidores Locais e Dados de Inflação: O Dólar em Baixa
Por Misto Brasil – DF
O dólar registrou uma queda de 1,38% na terça-feira (27), fechando em R$ 5,20. Essa desvalorização foi impulsionada pela queda da moeda americana em relação a outras divisas internacionais e pelo interesse de investidores estrangeiros em ativos brasileiros, especialmente ações na bolsa de valores.
Os investidores domésticos estão analisando os dados de inflação referentes ao IPCA-15, divulgados pelo IBGE, ao mesmo tempo em que a moeda dos EUA recua frente à maioria das outras moedas globais.
Às 17h12, o dólar futuro com vencimento em fevereiro (o mais negociado no Brasil) apresentava uma perda de 1,48% na B3, cotado a R$ 5,2100, conforme relatado pelo InfoMoney.
Nesta terça-feira (27), o Ibovespa alcançou um novo recorde na abertura, ultrapassando os 182 mil pontos e avançando acima dos 183 mil à tarde. O mercado também está reagindo ao IPCA-15, que veio abaixo das expectativas, e à desvalorização do dólar para R$ 5,25.
A expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) mantenham as taxas de juros — em reuniões que se iniciam na terça e terminam na quarta (28) — favorece o carry trade, estratégia benéfica para o real.
Os ativos também estão absorvendo o prêmio de risco ligado ao presidente americano Donald Trump, o risco de um novo *shutdown* governamental nos EUA a partir do sábado, a inflação persistente e o inverno rigoroso que elevou o preço do gás natural para mais de US$ 6 (o maior valor desde 2022).
Há também uma grande expectativa pelo anúncio de Trump sobre quem irá liderar o Fed, após a saída de Jerome Powell prevista para maio.
Os juros futuros permanecem próximos aos seus ajustes, influenciados pelo IPCA abaixo das medianas de mercado e por uma leve elevação nos rendimentos dos títulos do Tesouro de médio e longo prazo.
Visão Geral
O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de otimismo, marcado pela desvalorização do dólar frente ao real. Isso se deu pela combinação de fatores externos (queda do dólar globalmente) e internos (dados de inflação mais favoráveis e a perspectiva de juros estáveis por parte do Copom e do Fed). O Ibovespa refletiu esse humor, atingindo novas máximas históricas, enquanto os investidores continuam atentos aos desenvolvimentos políticos internacionais e às decisões sobre a liderança do Fed.
Créditos: Misto Brasil























