Entendendo o Impacto das Flutuações no Mercado Global e na Economia Local
O Movimento do Dólar: Influências Externas e Fatores Domésticos
Por Misto Brasil – DF
O dólar interrompeu sua trajetória de quedas, impulsionado pelo aumento das incertezas geopolíticas e pela preocupação com a possível fragilização da autonomia do Banco Central, em decorrência de eventos relacionados ao Banco Master.
Nesta quarta-feira (7), a cotação do dólar à vista finalizou o pregão em R$ 5,3870, representando uma valorização de 0,13%.
A movimentação cambial acompanhou a tendência observada no cenário internacional. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, índice que mede o dólar contra uma cesta de seis moedas globais (incluindo euro e libra), registrava alta de 0,10%, atingindo 98.677 pontos.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que o dólar foi majoritariamente influenciado por fatores internos. O Ibovespa sentiu o impacto da incerteza gerada por rumores envolvendo o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Master.
Este contexto motivou o setor financeiro a realizar lucros obtidos no dia anterior, o que intensificou a aversão ao risco e pressionou a moeda nacional.
Apesar de os dados de emprego dos EUA (ADP e JOLTS) terem ficado abaixo das projeções, eles não foram suficientes para determinar uma direção clara para os ativos. Os investidores permanecem cautelosos, aguardando a divulgação do relatório de emprego (Payroll) na sexta-feira para obter maior clareza sobre o panorama econômico.
A Azul finalizou, nesta terça-feira (06), um aumento de capital no valor de R$ 7,44 bilhões, como parte de seus esforços para sair do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conforme reportado pelo InvestNews.
A companhia aérea emitiu mais de 1 trilhão de novas ações, numa operação planejada para converter credores em acionistas e, consequentemente, reduzir seu nível de endividamento. A previsão é que o processo de Recuperação Judicial seja concluído nos primeiros meses deste ano.
A Azul foi a terceira entre as grandes empresas aéreas brasileiras a recorrer ao Capítulo 11 (Chapter 11) da legislação americana, após enfrentar dificuldades financeiras acentuadas no período pós-pandemia.
O pedido de proteção judicial foi protocolado no final de maio do ano anterior, com a empresa reportando um endividamento superior a R$ 40 bilhões.
Visão Geral
O mercado de câmbio foi marcado por uma interrupção na tendência de queda do dólar, influenciado tanto por fatores de risco geopolítico global quanto por turbulências internas, notadamente as ligadas ao Banco Master e ao TCU, que geraram aversão ao risco no mercado financeiro local. Externamente, dados de emprego nos EUA trouxeram pouca direção, com investidores aguardando o relatório Payroll. Paralelamente, a Azul avançou em seu processo de reestruturação financeira ao concluir um significativo aumento de capital para auxiliar na saída da sua Recuperação Judicial nos EUA.
Créditos: Misto Brasil





















