O Cenário Doméstico e o Mercado Financeiro
O Cenário Doméstico e o Mercado Financeiro
Por Misto Brasil – DF
O dólar terminou a sessão em alta, influenciado pela intensificação das remessas de juros e dividendos para fora do Brasil, o que impulsionou a valorização da moeda americana frente ao real.
Nesta segunda-feira (22), o dólar à vista fechou a sessão com uma alta de 0,97%, atingindo R$ 5,5844. No acumulado do ano, no entanto, a moeda registra uma desvalorização de 9,62%.
O contexto econômico interno perdeu relevância após o Congresso Nacional finalizar suas atividades de 2025, na sexta-feira, com a aprovação do Orçamento para 2026.
O orçamento aprovado estabelece um superávit primário de R$ 34,5 bilhões para o próximo ano, superando ligeiramente a meta fiscal de R$ 34,3 bilhões (o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto – PIB).
De acordo com o arcabouço fiscal, a meta é considerada cumprida se estiver dentro de uma margem de tolerância de 0,25% do PIB. Para 2026, essa banda varia de um déficit zero a um superávit de até R$ 68,5 bilhões.
Apesar da informação oficial, o mercado mantém uma postura cética. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22), indicou que a média das projeções para o resultado primário de 2026 ainda aponta para um déficit de 0,60% do PIB.
As ações da Vale se destacaram entre as maiores altas do Ibovespa no pregão desta segunda-feira (22), mesmo em um dia de desempenho negativo para o índice geral.
Os fatores que impulsionaram a Vale incluem a valorização do preço do minério de ferro e a assinatura de um acordo pela Aliança Energia — uma *joint venture* entre a Vale e o Global Infrastructure Partners (GIP) — para a aquisição de um complexo eólico da Pontal Energy.
O preço do petróleo encerrou em alta pela quarta sessão consecutiva nesta segunda-feira (22), motivado pelas tensões geopolíticas globais, especialmente após os EUA apreenderem petroleiros na costa da Venezuela e a União Europeia impor sanções à Rússia.
O petróleo WTI com vencimento em fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 2,63% (US$ 1,49), fechando a US$ 58,01 por barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 2,55% (US$ 1,53), cotado a US$ 61,58 por barril.
Visão Geral
O mercado financeiro brasileiro foi marcado pela desvalorização do real frente ao dólar, apesar da baixa anual da moeda, devido à saída de capitais. A aprovação do Orçamento de 2026 pelo Congresso, prevendo um superávit primário, não tranquilizou totalmente o mercado, que segue projetando um déficit. No setor corporativo, a Vale se beneficiou da alta do minério de ferro e de um novo acordo de energia. Internacionalmente, as tensões geopolíticas sustentaram a alta dos preços do petróleo.
Créditos: Misto Brasil





















