O Real se manteve firme impulsionado pelas Commodities
O Real se manteve firme impulsionado pelas Commodities
Por Misto Brasil – DF
Nesta quinta-feira (19), o dólar registrou uma leve desvalorização de 0,04% em relação ao real, um movimento que se diferenciou da tendência observada no mercado internacional.
Valores da cotação: Venda: R$ 5,227; Compra: R$ 5,227; Mínima: R$ 5,215 e Máxima: R$ 5,253.
Em contraste, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, apresentou alta de 0,20% por volta das 17h, atingindo 97,89 pontos.
Segundo analistas, a sustentação do real deveu-se, primordialmente, ao aumento nos preços das commodities, o que sugere uma melhoria na balança comercial brasileira.
Adicionalmente, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), visto como um indicador antecipado do PIB, superou as expectativas. Este resultado reforça a perspectiva de que as taxas de juros permanecerão elevadas por mais tempo no Brasil, mantendo o diferencial de taxas atrativo para operações de carry trade.
O ouro encerrou o dia com ligeira queda nesta quinta-feira (19). Essa movimentação ocorreu em meio a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível ataque ao Irã, as implicações da ata com viés “hawkish” (mais restritiva) do Federal Reserve (Fed) divulgada na quarta-feira (18), e a menor liquidez na Ásia devido às celebrações do Ano-Novo Lunar.
A prata, com vencimento para março, teve um aumento marginal de 0,05%, fechando a US$ 77,63 por onça-troy.
Os metais preciosos demonstraram volatilidade ao longo do dia, refletindo a ponderação entre o aumento das tensões geopolíticas e as incertezas econômicas globais, tudo isso na véspera da divulgação de dados cruciais sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA.
Os sinais da inflação americana são cruciais, pois podem tanto confirmar quanto enfraquecer as projeções de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos.
Os BDRs da Aura Minerals apresentaram uma valorização expressiva, saltando de R$ 29 para R$ 122 no período de um ano até o início deste mês. A possibilidade de novas altas é analisada pelos especialistas do BTG Pactual, que mantêm a mineradora em sua carteira recomendada de small caps.
A produção da Aura é diversificada em diferentes metais, mas o ouro é o principal destaque financeiro da empresa. Foram produzidas 280.414 onças equivalentes em 2025, período em que o preço da commodity subiu 64%. (Informação obtida com o InfoMoney)
Visão Geral
O mercado de câmbio brasileiro demonstrou resiliência nesta quinta-feira (19), com o dólar em leve baixa frente ao real, apesar da valorização da moeda americana no cenário internacional (índice DXY em alta). A força do real foi atribuída principalmente ao bom desempenho das commodities, que melhoram a perspectiva da balança comercial do país. Fatores domésticos, como um IBC-Br acima do esperado, reforçaram a expectativa de juros altos, mantendo o real atrativo para investidores. Enquanto isso, o mercado de metais preciosos operou com cautela, com o ouro em leve queda, influenciado por tensões geopolíticas e pela política monetária do Fed, aguardando dados de inflação dos EUA que podem direcionar as próximas decisões sobre taxas de juros. No setor de mineração, a Aura Minerals continua sendo destaque positivo, com seus BDRs em forte ascensão.
Créditos: Misto Brasil





















