A Absae alerta que a contratação de 12 GW em térmicas no leilão de 2026 ameaça a viabilidade do futuro certame de armazenamento de energia via baterias no Brasil.
Conteúdo
- Impacto das Usinas Termelétricas no Setor
- Sistemas de Armazenamento e o Leilão de Baterias
- Visão Geral
Impacto das Usinas Termelétricas no Setor
A contratação massiva de 12 GW de novas usinas termelétricas no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 gera intensas preocupações sobre a sustentabilidade do setor energético. Segundo a Absae, esse volume expressivo, quando somado às usinas existentes movidas a carvão e gás natural, ultrapassa a marca de 17,5 GW, reduzindo drasticamente o espaço para sistemas de baterias (BESS). Enquanto representantes do governo defendem que essa expansão não prejudica certames futuros, especialistas do setor alertam para o risco real de esvaziamento tecnológico. A prioridade dada à geração térmica, caracterizada por sua baixa flexibilidade, pode resultar em um sistema menos eficiente, dificultando a integração de fontes renováveis intermitentes na rede nacional.
Sistemas de Armazenamento e o Leilão de Baterias
A implementação de sistemas de armazenamento de energia é considerada fundamental para aumentar a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro. Diferente das usinas termelétricas, que operam com altos custos e dependência de combustíveis fósseis, as baterias permitem capturar e redistribuir o excedente gerado por fontes limpas. A urgência para que o Ministério de Minas e Energia publique as diretrizes do próximo leilão de baterias é reforçada pelos dados econômicos, visto que essa tecnologia possui custos de operação até 50% menores que as térmicas tradicionais. Investir em segurança energética por meio de meios sustentáveis é o caminho para evitar o desperdício de energias renováveis e garantir tarifas mais competitivas no longo prazo para todos os consumidores.
Visão Geral
O cenário atual do setor elétrico demonstra um conflito entre a expansão da geração térmica e a necessidade de inovação via sistemas de armazenamento de energia. Embora o Leilão de Reserva de Capacidade garanta potência imediata, o custo superior a meio trilhão de reais e a dependência de fósseis preocupam entidades como a Absae. A viabilidade do futuro leilão de baterias depende de diretrizes claras que priorizem a eficiência e a redução de custos operacionais. Equilibrar a segurança energética com a preservação das fontes renováveis é essencial para modernizar a matriz brasileira e assegurar um desenvolvimento econômico alinhado às metas globais de descarbonização e sustentabilidade.























