Impacto Socioeconômico: O Aumento dos Custos Além dos Seguros Tradicionais, Abordando a Escalada dos Preços de Comida e Energia
O Aumento dos Custos Além dos Seguros Tradicionais: Comida e Energia Também Afetados
Por Mônica Igreja – DF
Você se lembra dos alagamentos que ocorreram em Brasília no final de janeiro? Para quem foi afetado, a lembrança dos transtornos provavelmente está bem presente.
Enfrentar os danos significou acionar o seguro, registrar um boletim de ocorrência, buscar meios de transporte alternativos e contratar serviços para a limpeza, reparos e nova pintura do local afetado, consumindo tempo e recursos financeiros emergenciais.
Os gastos com seguros estão em constante elevação. As seguradoras ajustam suas projeções de custo baseadas nos riscos de eventos climáticos extremos e incentivam os clientes a adotarem medidas preventivas. É importante notar que, em 2024, mais de 90% dos prejuízos causados por eventos extremos não estavam cobertos por apólices de seguro, segundo dados do setor.
Isso significa que os custos foram arcados diretamente pelos indivíduos. Embora seja preferível ter algum tipo de cobertura, a realidade é que a proteção não é total.
Dados fornecidos pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) indicam que os custos com perdas para equipamentos e eletrodomésticos são os que mais sobem, impactados por temporais e interrupções no fornecimento de energia nas cidades.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) reporta que, em 2024, foram desembolsados mais de R$7 bilhões em indenizações decorrentes de eventos extremos. Desse total, mais de 50% foram destinados a sinistros relacionados a propriedades e 19% a veículos.
O encarecimento não se restringe apenas aos seguros de carro, casa ou comércio; os custos de alimentação e energia também estão subindo. É fundamental se planejar financeiramente e buscar formas de reduzir o consumo de energia em casa e priorizar a compra de alimentos de produtores locais.
Fenômenos como secas e ondas de calor afetam diretamente a produção agrícola. Além disso, períodos de seca esvaziam os reservatórios das usinas hidrelétricas, forçando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a acionar as usinas termelétricas.
As termelétricas, que utilizam gás, óleo e carvão, possuem um custo operacional significativamente maior do que a geração hidrelétrica (podendo ser até sete vezes mais cara).
Devemos lembrar que, em 2021, quando as termelétricas foram acionadas intensamente, a conta de luz experimentou um aumento de 20% em várias regiões do país.
Os candidatos que elegermos em 2026 para os cargos legislativos (deputados estaduais, federais e senadores) e executivos (governadores e presidente) representam, teoricamente, nossos interesses. Por isso, o voto deve ser consciente em relação ao Clima, escolhendo representantes que coloquem os eventos extremos e suas soluções no centro das discussões políticas. Vote com foco no futuro.
Visão Geral
O custo de vida está aumentando em diversas frentes, impulsionado em grande parte por eventos climáticos extremos. Os seguros, incluindo os residenciais e automotivos, estão ficando mais caros devido ao cálculo de riscos por parte das seguradoras, mas os cidadãos estão arcando com a maior parte dos prejuízos não cobertos. Paralelamente, a instabilidade climática afeta diretamente a produção de alimentos e a geração de energia elétrica, elevando os preços da comida e da conta de luz. A solução passa pela conscientização, adoção de medidas de contenção de risco individuais e, fundamentalmente, pela escolha de representantes políticos comprometidos com o debate climático nas próximas eleições.
Créditos: Misto Brasil






















