Celesc Investe R$ 30 Milhões em Automação para Aumentar a Resiliência da Rede Elétrica

Celesc Investe R$ 30 Milhões em Automação para Aumentar a Resiliência da Rede Elétrica
Celesc Investe R$ 30 Milhões em Automação para Aumentar a Resiliência da Rede Elétrica - Foto: Reprodução / Freepik AI
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A Celesc implementa automação avançada com foco em Smart Grids para reduzir significativamente as quedas de energia em Santa Catarina.

A Celesc, distribuidora de Santa Catarina, está acelerando sua transição para uma rede elétrica verdadeiramente inteligente. Com um investimento robusto de R$ 30 milhões, a empresa injetará tecnologia de ponta em sua infraestrutura com um objetivo claro: blindar a rede contra quedas de energia e otimizar drasticamente o tempo de resposta a interrupções. Este movimento é um estudo de caso perfeito para a implementação prática de Smart Grids no Brasil.

Conteúdo

O Fim dos Apagões de Rotina: O Poder da Automação

O setor elétrico profissional sabe que o maior inimigo da qualidade do fornecimento são as falhas localizadas, muitas vezes causadas por fatores ambientais (como ventos e raios) ou falhas simples de equipamentos. O investimento da Celesc foca na aquisição de religadores automáticos. Estes dispositivos, peças-chave da automação, são capazes de identificar instantaneamente a localização de uma falha.

Conforme informações apuradas, este aporte se traduz na aquisição de centenas de unidades que serão instaladas estrategicamente. A mágica das Smart Grids reside na sua capacidade de isolar o trecho defeituoso e religar o restante da rede em segundos. O resultado prático para o consumidor é a conversão de um apagão que duraria horas em um blecaute que dura meros minutos, ou até segundos.

Eficiência Operacional e o Custo da Interrupção

Para nós, da área de economia e gestão de ativos, a palavra-chave é redução do DEC/FEC (Duração Equivalente de Interrupção/Frequência Equivalente de Interrupção) – os indicadores regulatórios de qualidade. Um sistema automatizado significa menos equipes de campo mobilizadas desnecessariamente, permitindo que os técnicos foquem em manutenções preditivas mais complexas, como as de subestações ou redes de média tensão.

Este investimento de R$ 30 milhões não é apenas custo; é otimização de capital. Reduzir o tempo de queda de energia minimiza perdas comerciais para a distribuidora e, crucialmente, melhora os resultados da concessionária nas auditorias da ANEEL, protegendo a tarifa futura de possíveis penalidades.

A Celesc como Modelo de Digitalização da Rede

A Celesc demonstra um claro alinhamento com as tendências globais de modernização de redes. A automação é o coração das Smart Grids. Ela permite a integração fluida de fontes de energia limpa distribuída, como a solar fotovoltaica residencial e comercial em Santa Catarina.

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Com religadores inteligentes, a rede se torna bidirecionalmente consciente. Ela não apenas recebe energia da usina central, mas também gerencia o fluxo de feed-in da geração distribuída. Isso garante que a injeção de energia limpa não cause sobrecargas ou instabilidade no circuito local, elementos que historicamente travavam a expansão da solar em redes mais antigas.

Blindando a Resiliência para a Geração Limpa

A resiliência da rede é o grande facilitador da transição energética. Se a rede é robusta e rápida na recuperação, há maior segurança para o investimento em energia renovável. Este aporte da Celesc é um endosso à confiabilidade da infraestrutura catarinense.

Em um estado com forte vocação para a geração limpa, blindar a rede com tecnologia de automação é garantir que o crescimento da solar e da eólica local não venha acompanhado de um aumento nas reclamações de qualidade de serviço. A promessa é clara: mais tecnologia para um fornecimento mais estável e confiável, pavimentando o caminho para um futuro energético cada vez mais verde e digitalizado.

Visão Geral

O investimento de R$ 30 milhões da Celesc visa a implementação de Smart Grids e religadores automáticos para blindar a rede contra quedas de energia. Esta automação estratégica promete reduzir drasticamente o tempo de interrupção (DEC/FEC), otimizar a economia operacional e facilitar a integração segura da energia limpa, como a solar fotovoltaica, elevando a resiliência da infraestrutura elétrica de Santa Catarina.

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