O Banco de Brasília (BRB) nega ordens do Banco Central sobre provisão contábil
O Banco de Brasília (BRB) nega ordens do Banco Central sobre provisão contábil
O Banco de Brasília (BRB) informou na noite de segunda-feira (26) que é **cedo demais para determinar o impacto financeiro** decorrente de seu investimento em carteiras de crédito do Banco Master, que estariam envolvidas em supostas irregularidades.
O banco refutou a notícia publicada pela *Folha de São Paulo* de que o Banco Central (BC) teria exigido a criação de uma **provisão contábil no valor de R$ 2,6 bilhões** relacionada a este caso.
Este esclarecimento foi formalizado em um **comunicado ao mercado**, divulgado após questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a reportagem que alegava que o BC havia solicitado a provisão para cobrir possíveis perdas do BRB ligadas às transações com o Banco Master, posteriormente liquidado pelo regulador.
**Confira a nota oficial ao mercado abaixo**
**Leia – oposição acionou Ibaneis no STJ por causa do BRB**
De acordo com o BRB, as **operações mencionadas na reportagem**, que envolvem a aquisição de carteiras de crédito, ainda estão sob análise técnica, contábil e regulatória, conforme noticiado pelo *InoMoney*.
Por essa razão, o banco sustenta que, no momento, não há um impacto final definido que possa ser considerado um fato relevante.
“O banco acompanha de forma contínua a evolução dos fatos”, declarou o comunicado. A instituição ressaltou que, se houver qualquer determinação formal por parte do regulador, **tomará as providências** de divulgação conforme as normas do mercado de capitais.
“O BRB reafirma seu compromisso com a **transparência, a integridade e a correta prestação de informações** ao mercado, mantendo-se disponível para quaisquer esclarecimentos adicionais”, concluiu a nota.
Na segunda-feira, dois diretores do BRB prestaram depoimentos à Polícia Federal (PF) sobre o caso Master. Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB, respondeu aos questionamentos dos investigadores, mas o conteúdo do depoimento não foi tornado público devido ao sigilo do processo.
A investigação apura suspeitas de irregularidades na negociação das carteiras de crédito entre o BRB e o Banco Master, envolvendo possíveis crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Comunicado Oficial do BRB ao Mercado
O BRB – Banco de Brasília S.A. (“BRB” ou “Companhia”), em cumprimento à Resolução CVM nº 44/2021 e em resposta ao Ofício nº 35/2026/CVM/SEP/GEA‑1, vem por meio deste informar a seus acionistas, investidores e ao mercado em geral sobre os esclarecimentos referentes à notícia publicada em 23 de janeiro de 2026 no jornal Folha de São Paulo, seção Mercado, com o título “BC determina que BRB faça provisionamento de R$ 2,6 bi para cobrir fraude do Master”.
A matéria em questão menciona uma suposta determinação do Banco Central do Brasil para que seja constituída uma provisão contábil no valor de R$ 2,6 bilhões, referente a operações que envolveram a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master.
As operações citadas estão em fase de análise técnica, contábil e regulatória. Sendo assim, é prematuro estabelecer, neste momento, a existência de um impacto final que se enquadre como fato relevante, conforme a regulamentação aplicável. Caso haja qualquer determinação por parte do regulador, a Companhia agirá imediatamente com as medidas de divulgação apropriadas.
A Companhia acompanha constantemente a evolução dos fatos e os desdobramentos relacionados a este tema, mantendo-se atenta a qualquer situação que possa constituir informação relevante, momento em que adotará os procedimentos de divulgação exigidos pela Resolução CVM nº 44/2021.
Por fim, o BRB reafirma seu compromisso com a transparência, a integridade e a correta prestação de informações ao mercado, estando à disposição para qualquer esclarecimento adicional.
Visão Geral
O Banco de Brasília (BRB) negou publicamente a informação de que o Banco Central (BC) teria ordenado a criação de uma provisão contábil de R$ 2,6 bilhões referente às suas operações com o Banco Master. O BRB classificou como prematuro discutir qualquer impacto financeiro definitivo, pois as análises técnicas e regulatórias das carteiras de crédito adquiridas ainda estão em curso. A negativa veio em um comunicado oficial emitido após questionamentos da CVM, motivados por uma reportagem de jornal. Paralelamente, dois diretores do BRB prestaram depoimento à Polícia Federal, que investiga possíveis fraudes e crimes financeiros no contexto das negociações com o Banco Master. O BRB assegurou seu compromisso com a transparência e informou que seguirá as regras de divulgação do mercado de capitais caso receba uma determinação formal do regulador.
Créditos: Misto Brasil























