No conservador mercado de energia, a Bow-e inova com um modelo AI First. A empresa, especializada em geração distribuída e mercado livre, anuncia Ciro Neto como CEO para liderar a expansão e consolidar sua posição.
A Bow-e e a Revolução AI First no Setor de Energia
São Paulo, março de 2026 — Em um setor tradicionalmente conservador na adoção de tecnologias disruptivas, a Bow-e, empresa do Grupo Bolt especializada em geração distribuída e mercado livre de energia, anuncia a chegada de Ciro Neto como CEO. O executivo assume o cargo com a missão de acelerar a expansão dos serviços no varejo e consolidar sua posição neste setor que passa por transformações estruturais relevantes. A meta é ambiciosa: tornar-se a primeira empresa de geração distribuída do País a operar sob um modelo “AI First”, com receita incremental gerada diretamente pelos avanços tecnológicos.
Enquanto boa parte das empresas do setor elétrico ainda testa projetos pontuais de digitalização, a Bow-e aposta em uma transformação estrutural. Como parte da investida, o Grupo anunciou a liderança de Ciro Neto, CEO da companhia, responsável pela reestruturação de todas as operações com IA focadas em resultados mensuráveis. A empresa coloca a inteligência artificial no centro da operação para ganhar escala, eficiência e vantagem competitiva, registrando um crescimento de cinco vezes em apenas um ano.
Este movimento ocorre em um momento de forte expansão para a Bow-e. A companhia encerrou 2025 com 15 mil clientes ativos e um faturamento mensal de R$10 milhões. Durante esse período, os clientes economizaram R$33 milhões em suas contas de energia. Para 2026, a expectativa é adicionar mais 30 mil clientes à base, ultrapassar R$30 milhões de faturamento mensal e gerar R$57 milhões em economia anual para os consumidores atendidos.
“A energia sempre foi tratada como commodity. O que estamos fazendo é usar inteligência artificial para transformar eficiência operacional em vantagem competitiva real, o que será imprescindível com a abertura total do mercado livre de energia, por exemplo”, afirma Ciro. “Nossa meta não é apenas automatizar processos, mas redesenhar a forma como uma operadora atua, toma decisão e se relaciona com o cliente.”
No portfólio, a Bow-e já reúne clientes de grandes marcas como Bradesco, Subway e Grupo Fleury, além de pequenas e médias empresas que buscam previsibilidade de custos em um cenário de tarifas voláteis no mercado de energia.
Inteligência Artificial como Diferencial Competitivo
A estratégia da Bow-e envolve a implementação de múltiplos agentes de inteligência artificial, operando com diferentes LLMs e integrados a diversas fontes de dados e insights de mercado. O objetivo central é automatizar entre 80% e 100% das tarefas manuais nas áreas de vendas, atendimento e cobrança até o segundo semestre de 2026, garantindo maior eficiência e escalabilidade.
O cronograma para essa automação já está bem definido: a automação da operação de Inside Sales está prevista para junho; o serviço ao cliente até julho; e a área de cobrança até setembro. Essa abordagem estruturada visa garantir que a IA traga resultados tangíveis e mensuráveis para a companhia.
“Estamos estabelecendo prazos claros pela frente porque queremos capturar ganho de produtividade de forma estruturada. A IA precisa impactar receita, margem e experiência do cliente, caso contrário, acaba se tornando apenas um discurso”, enfatiza o executivo.
Davi: A IA que Centraliza a Experiência do Cliente
No centro dessa estratégia de AI First está o Davi, a inteligência artificial proprietária da Bow-e. Inicialmente concebido para aprimorar o atendimento ao consumidor, o sistema evolui para se tornar uma camada estratégica fundamental da operação, orquestrando diversas interações e processos.
O Davi será muito mais que um assistente virtual. Trata-se da IA proprietária da Bow-e, com rosto e voz próprios, desenvolvida para oferecer um atendimento altamente resolutivo e personalizado. A tecnologia adapta o tom de voz e a condução da conversa ao perfil de cada cliente, combinando eficiência digital com uma experiência fluida e humanizada. O conceito interno é ser 100% digital e 100% humano ao mesmo tempo.
Integrado a interfaces inteligentes, o Davi direcionará demandas com precisão, reduzirá o tempo de resposta e elevará os índices de satisfação dos clientes. Por trás da experiência conversacional, operam sistemas de roteamento inteligente e múltiplos agentes de IA que aprendem continuamente com o comportamento da base de clientes e com dados do mercado energético, aprimorando decisões e antecipando necessidades.
“A gente entende que o cliente não quer falar com um robô. Ele quer resolver o problema. O Davi nasce com esse princípio: ser resolutivo. Se a IA não aumenta a taxa de solução no primeiro contato, ela não está cumprindo seu papel”, afirma o CEO da Bow-e.
A visão da Bow-e é operar com múltiplos agentes especializados, cada um responsável por etapas específicas da jornada do cliente, garantindo escala sem perder a personalização. Isso permite uma gestão mais granular e eficaz do relacionamento com o consumidor.
Visão Estratégica e Futuro da Energia por Assinatura
A ambição da Bow-e de se tornar uma empresa AI First também reforça seu posicionamento estratégico. Para grandes players, a operadora quer atuar como uma “alfaiataria energética”, estruturando soluções sob medida e oferecendo previsibilidade financeira em contratos de energia renovável. Para pequenas e médias empresas, a proposta é ser uma alternativa prática de economia, com adesão simplificada e gestão digital de suas assinaturas de energia.
“Temos capacidade de estruturar contratos com o nível de sofisticação que grandes grupos exigem, mas com a agilidade de uma empresa tech. Essa combinação é rara no setor elétrico”, diz Ciro, destacando a diferenciação da Bow-e no competitivo mercado de energia.
Antes de assumir o desafio na Bow-e, Ciro Neto participou da consolidação da 2W entre as dez maiores comercializadoras varejistas independentes do país. No Grupo Auren, esteve envolvido em processos relevantes de aquisição e contribuiu para posicionar a companhia entre as cinco maiores comercializadoras varejistas do Brasil, trazendo uma vasta experiência para sua nova função.
Agora, o foco de Ciro é claro para a Bow-e:
“O objetivo aqui não é apenas crescer. É crescer com um modelo que seja replicável, escalável e baseado em tecnologia. Queremos ser reconhecidos como a primeira operadora de geração distribuída verdadeiramente AI First do Brasil.”
Se cumprir o plano, a Bow-e não apenas ampliará sua participação no mercado de geração distribuída, mas poderá estabelecer um novo padrão operacional para o setor elétrico brasileiro, combinando energia renovável, escala digital e inteligência artificial como pilar estratégico de crescimento. Este avanço promete transformar a forma como as assinaturas de energia são gerenciadas e entregues.






















