Formação de nova certificadora visa robustecer o mercado de carbono brasileiro com padrões nacionais verificáveis.
Conteúdo
- Visão Geral da Ecora
- Ecora: A Nova Arquitetura de Confiança do Carbono
- O Triângulo Poderoso: Estado, Finanças e Sustentabilidade
- Impacto Direto no Setor Elétrico e Energia Limpa
- A Questão da Integridade e a Parceria Aecom
- Estratégia COP30 e Posicionamento Global
Visão Geral
O mercado de créditos de carbono no Brasil alcançou um avanço significativo com a criação da Ecora, uma certificadora de créditos de carbono nacional. Esta iniciativa conjunta entre BNDES, Bradesco e Ecogreen tem como objetivo estabelecer metodologias robustas e verificáveis para a validação de créditos, injetando transparência e liquidez no Mercado Voluntário de Carbono (MVC).
Ecora: A Nova Arquitetura de Confiança do Carbono
A Ecora foi estabelecida como uma joint venture (JV) que congrega a solidez do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o capital privado do Bradesco e a experiência em gestão de ativos da Ecogreen. A missão central desta nova certificadora de créditos de carbono é criar e aplicar padrões nacionais para a verificação, validação e emissão de créditos de carbono, focando na realidade dos biomas brasileiros.
A composição societária confere à Ecora uma chancela pública, dada a participação do BNDES, e a capacidade de mercado trazida pelo Bradesco. Para assegurar aceitação internacional, o rigor técnico será complementado pela consultoria Aecom, referência global em gestão de emissões. A expectativa é que a Ecora inicie suas operações em meados de 2026, priorizando projetos no Mercado Voluntário de Carbono que necessitam de validação urgente, oferecendo uma alternativa credível aos padrões internacionais vigentes.
O Triângulo Poderoso: Estado, Finanças e Sustentabilidade
O envolvimento do BNDES é um indicador claro do alinhamento estatal com a agenda de transição energética, sinalizando a prioridade da infraestrutura climática e facilitando o acesso a financiamento verde para projetos de energia limpa.
O Bradesco fortalece sua agenda ESG ao participar ativamente de uma certificadora de créditos de carbono, aumentando a confiança do mercado na validade e permanência dos ativos ambientais. Por sua vez, a Ecogreen adiciona o know-how na estruturação de fundos de impacto. Esta união estratégica (BNDES–Bradesco–Ecogreen) visa acelerar a captação de recursos, posicionando o Brasil para atrair capital estrangeiro interessado na descarbonização global.
Impacto Direto no Setor Elétrico e Energia Limpa
Para o setor elétrico, a criação da Ecora é transformadora. Projetos de energia renovável, como solar e eólica, geram créditos de carbono ao evitar o uso de combustíveis fósseis. A burocracia e o custo da certificação estrangeira frequentemente inviabilizavam projetos menores. Com uma certificadora de créditos de carbono nacional, espera-se a redução de custos e tempo de verificação, democratizando o acesso ao Mercado Voluntário de Carbono.
Isto permitirá que mais geradores de energia competitiva limpa monetizem seus ativos ambientais. A receita adicional dos créditos pode ser decisiva em leilões de energia e contratos no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Além disso, o foco da Ecora em metodologias específicas para biomas é crucial para projetos de REDD+ e conservação florestal, garantindo a integridade ambiental necessária à transição energética.
A Questão da Integridade e a Parceria Aecom
O desafio central da Ecora é assegurar a credibilidade dos créditos de carbono frente a questionamentos sobre a real “adicionalidade” das reduções. Para mitigar este ceticismo, a certificadora de créditos de carbono brasileira investirá em tecnologia, incluindo monitoramento por satélite e IA, para verificar a permanência do sequestro de carbono.
A colaboração com a Aecom é vital para incorporar padrões internacionais e blindar a Ecora contra acusações de simplificação excessiva. O rigor técnico é a base do valor no Mercado Voluntário de Carbono. A Ecora atuará como agente de padronização, elevando a maturidade do mercado de carbono nacional. Para o profissional do setor elétrico, isso significa maior confiança na pegada de baixo carbono dos projetos, facilitando financiamentos e negociações internacionais.
Estratégia COP30 e Posicionamento Global
O anúncio da Ecora estrategicamente alinhado ao período da COP30 demonstra ao cenário internacional que o Brasil está estruturando ativamente seu mercado, sem aguardar exclusivamente a regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris. Esta certificadora de créditos de carbono sinaliza a prontidão do país em ser um hub de soluções climáticas globais.
Ao garantir a integridade dos créditos gerados em projetos de conservação e energia competitiva, o país se posiciona de forma assertiva. A Ecora representa um marco econômico e regulatório, impulsionando a transição energética brasileira e consolidando a liderança na economia de baixo carbono, provando que a sustentabilidade é um ativo financeiro de primeira linha através da união BNDES, Bradesco e Ecogreen.
Visão Geral
O mercado de créditos de carbono no Brasil alcançou um avanço significativo com a criação da Ecora, uma certificadora de créditos de carbono nacional. Esta iniciativa conjunta entre BNDES, Bradesco e Ecogreen tem como objetivo estabelecer metodologias robustas e verificáveis para a validação de créditos, injetando transparência e liquidez no Mercado Voluntário de Carbono (MVC).






















