A aprovação de R$ 384 milhões pelo BNDES financia a pioneira iniciativa de estocagem de carbono da FS, visando a neutralidade de emissões no setor de biocombustíveis.
Conteúdo
- O Marco da Descarbonização Total no Etanol de Milho
- BNDES: Apostando em Tecnologia de Base Industrial
- Impacto na Cadeia de Valor e no Mercado de Carbono
- Visão Geral
O Marco da Descarbonização Total no Etanol de Milho
O projeto de estocagem de carbono da FS é pioneiro ao mirar na remoção de 100% das emissões de CO₂ geradas na produção de etanol de milho em Lucas do Rio Verde (MT). A aprovação de R$ 384 milhões pelo BNDES garante a construção de uma unidade que irá comprimir, injetar e armazenar permanentemente o dióxido de carbono no subsolo.
Esta iniciativa é crucial porque o etanol de milho, apesar de ser uma fonte de energia renovável, ainda gera emissões líquidas, principalmente na fase de produção industrial. Ao capturar esse CO₂, a FS se posiciona na vanguarda da chamada “etanol de carbono zero” ou até mesmo em uma categoria mais ambiciosa, a de emissões negativas, se o armazenamento for considerado permanente e seguro.
A estocagem de carbono via BNDES injeta confiança no mercado de créditos de carbono e na capacidade industrial brasileira de inovar além da simples queima de biomassa.
BNDES: Apostando em Tecnologia de Base Industrial
O papel do BNDES aqui é estratégico. O financiamento não visa apenas a expansão da capacidade de biocombustíveis, mas sim a internalização de tecnologia de ponta. A capacidade de estocagem — que se estima ser de 423 mil toneladas de CO₂ por ano — coloca a unidade da FS em um patamar de descarbonização comparável a projetos avançados em outras matrizes energéticas globais.
Para o setor elétrico, que já opera com a pressão da descarbonização de suas termelétricas (em grande parte a gás), a tecnologia da FS serve de benchmark. Ela demonstra que o foco deve se expandir da substituição de insumos para a neutralização total dos gases de efeito estufa liberados durante a produção de energia e combustíveis.
Este movimento está alinhado com as metas do Acordo de Paris, mas o faz utilizando um ativo industrial já existente, o que confere maior velocidade de implementação ao projeto.
Impacto na Cadeia de Valor e no Mercado de Carbono
Com o aporte de R$ 384 milhões, a FS não apenas garante a viabilidade financeira do projeto de estocagem, mas também solidifica a base para a comercialização de um produto com um selo ambiental superior. O etanol produzido com carbono capturado será mais valorizado em mercados internacionais que exigem relatórios rigorosos de pegada de carbono.
A estocagem de carbono se torna, assim, um diferencial competitivo. Isso impulsiona outros players de biocombustíveis e até mesmo indústrias pesadas (como cimento e aço) a buscarem financiamento no BNDES para projetos similares. A tecnologia de armazenamento no subsolo, uma vez validada, se torna um ativo crucial para a infraestrutura de energia descarbonizada do país.
A aprovação pelo BNDES não é apenas um crédito; é um endosso institucional à viabilidade econômica da CCUS no Brasil. O foco agora se volta para a construção e para a segurança geológica do armazenamento, temas que serão cruciais para a sustentabilidade de longo prazo deste investimento de R$ 384 milhões. A FS está redefinindo o que significa ser uma empresa de energia renovável no século XXI.
Visão Geral
A corrida por energia limpa e descarbonização industrial ganhou um impulso monumental. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 384 milhões para financiar um projeto de estocagem de carbono da FS Indústria de Biocombustíveis. Este aporte marca o salto da FS para uma nova fronteira tecnológica no setor de biocombustíveis, visando a neutralidade de emissões em sua planta de etanol de milho através da implementação de tecnologias de Captura, Uso e Armazenamento de Carbono (CCUS), vetor estratégico para a transição energética brasileira.





















