Descubra como manter o conforto térmico no verão sem comprometer o seu orçamento, entendendo o impacto real do uso do ar-condicionado na conta de luz.
Com a chegada do verão e a intensificação das ondas de calor no Brasil, o ar-condicionado torna-se um item essencial para o bem-estar de milhões de brasileiros. O impacto, no entanto, aparece rapidamente na conta de luz, especialmente em períodos de bandeiras tarifárias amarela ou vermelha, quando há cobrança extra pelo consumo de energia. Mas será que o conforto térmico precisa custar caro?
Segundo estimativas do setor elétrico, o ar-condicionado pode representar até 40% do consumo residencial nos meses mais quentes, a depender do modelo, da potência e do tempo de uso. A boa notícia é que o custo final varia bastante e não depende apenas de quanto tempo o aparelho fica ligado. Para esclarecer esse cenário, a Gree, maior fabricante de ar-condicionado do mundo, trouxe seu especialista em pesquisa e desenvolvimento para explicar como o consumidor pode usar o equipamento de forma mais eficiente e econômica.
“O ar-condicionado não é, necessariamente, o vilão da conta de luz. O problema está, na maioria das vezes, em equipamentos antigos, mal dimensionados ou no uso sem critérios básicos de eficiência”, explica Romenig Magalhães, supervisor de P&D da multinacional chinesa.
Na prática, o custo de manter o equipamento ligado depende de três fatores cruciais: potência do aparelho (BTUs), eficiência energética e tempo de uso. Um equipamento residencial de 9.000 a 12.000 BTUs, por exemplo, pode consumir entre 15 kWh e 45 kWh por mês, em uso moderado. Já modelos mais antigos, sem tecnologia inverter, podem ultrapassar facilmente esse patamar, especialmente em períodos de bandeira vermelha, quando o custo adicional por kWh pesa diretamente no orçamento familiar.
“É justamente nesses momentos de tarifa elevada que a eficiência do equipamento faz toda a diferença para o bolso do consumidor”, reforça o supervisor da Gree.
Tecnologia ajuda a reduzir o impacto no bolso
A evolução tecnológica tem permitido que o conforto térmico venha acompanhado de maior controle sobre o consumo. Equipamentos mais modernos, com tecnologia inverter ou auto inverter, ajustam automaticamente a velocidade do compressor, evitando picos de energia. Diferentemente dos aparelhos convencionais, que ligam e desligam repetidamente, esses sistemas mantêm o funcionamento estável e mais econômico.
“Hoje, a tecnologia permite que o aparelho se adapte ao ambiente e ao padrão de uso do consumidor. Isso se traduz em menos desperdício de energia e maior previsibilidade no gasto mensal”, afirma o especialista da Gree.
Outro ponto relevante é a etiqueta de eficiência energética do Inmetro. Aparelhos com classificação A apresentam menor consumo ao longo do tempo, mesmo quando utilizados de forma contínua durante o verão.
Dimensionamento e instalação fazem diferença
A escolha inadequada do equipamento para o tamanho do ambiente também pode encarecer a conta. Um ar-condicionado subdimensionado tende a operar constantemente no limite, enquanto um superdimensionado consome energia além do necessário.
“O cálculo correto de BTUs, levando em conta metragem do ambiente, incidência solar e circulação de pessoas, é fundamental. Além disso, a instalação feita por um profissional qualificado garante que o aparelho funcione dentro dos parâmetros ideais de eficiência e segurança”, destaca Magalhães.
Pequenos hábitos que ajudam a economizar
Além da escolha do equipamento, atitudes simples no dia a dia contribuem para reduzir o consumo de energia:
- – Manutenção em dia: filtros limpos e revisões periódicas evitam perda de eficiência;
- – Ambiente bem vedado: manter portas e janelas fechadas durante o uso;
- – Proteção solar: cortinas e persianas ajudam a reduzir a entrada de calor;
- – Uso de funções inteligentes: modos como “Sono” ou “SE” otimizam o funcionamento ao longo do tempo.
Com escolhas mais conscientes e uso adequado da tecnologia, é possível atravessar o verão com conforto e controle financeiro. “Não se trata de abrir mão do bem-estar, mas de entender como o consumo funciona. Com o equipamento certo e bons hábitos, o ar-condicionado pode ser um aliado, não um vilão da conta de luz”, conclui o especialista da Gree.
Dicas para otimizar o uso
Para otimizar o uso do seu aparelho, é crucial adotar práticas que maximizem a eficiência energética. A manutenção regular, como a limpeza dos filtros, é um passo simples, mas vital, pois filtros sujos forçam o motor a trabalhar mais, elevando o gasto. Manter o ambiente bem vedado é outra medida fundamental; portas e janelas fechadas impedem que o ar frio escape e que o calor externo invada o espaço, diminuindo a necessidade de resfriamento constante.
Adicionalmente, utilizar elementos de proteção solar, como cortinas ou persianas durante as horas de maior incidência solar, reduz a carga térmica interna, permitindo que o ar-condicionado opere em um regime mais brando. Integrar o uso de funções inteligentes, como o modo “Sono”, ajuda a programar o aparelho para otimizar o funcionamento ao longo do tempo, garantindo o conforto sem desperdício.
“Não se trata de abrir mão do bem-estar, mas de entender como o consumo funciona. Com o equipamento certo e bons hábitos, o ar-condicionado pode ser um aliado, não um vilão da conta de luz”.























