Diretor da Aneel eleva o tom contra a Enel SP por falhas constantes na prestação de serviço.
Conteúdo
- Caducidade à Vista: A Teoria das Falhas Repetidas e a Pressão da Aneel
- Resiliência em Foco: O Custo de Não Investir em Hardening e a Crítica à Enel SP
- O Ultimato Regulatório: Mudança Estrutural ou Consequências para a Enel SP e o Mercado de Energia
- Visão Geral
Caducidade à Vista: A Teoria das Falhas Repetidas e a Pressão da Aneel
O cerne da pressão da Aneel reside na reincidência. Pesquisas recentes, incluindo análises do TCU, apontam que a Enel SP ainda não comprovou a correção definitiva das falhas estruturais que afetam a capacidade de restabelecer o fornecimento. Para o regulador, a incapacidade de mitigar os impactos recorrentes de vendavais é a maior prova de má gestão da concessão.
Um diretor da Aneel expressou publicamente que a curva de recomposição do serviço da Enel SP é “persistentemente mais lenta” que a média. Este é o gatilho técnico que pode levar o processo de caducidade, um tema que paira sobre a empresa desde cortes anteriores. A citação explícita de “falhas recorrentes” formaliza que a concessionária não está cumprindo os indicadores mínimos de desempenho (DEC e FEC).
Resiliência em Foco: O Custo de Não Investir em Hardening e a Crítica à Enel SP
O impacto deste apagão vai além da frustração imediata dos clientes. Ele expõe o *gap* entre o investimento em geração de energia limpa (que cresce exponencialmente em SP) e a fragilidade da rede de distribuição que deve transportá-la.
A intermitência climática se tornou a nova realidade do setor. Se a rede aérea não for fortalecida (*hardening*), ela continuará cedendo ao primeiro evento extremo, independentemente da tecnologia de geração instalada. A crítica regulatória foca na lentidão da Enel SP em avançar com o enterramento de cabos e a substituição de ativos obsoletos em áreas críticas.
Para a energia limpa, a instabilidade na distribuição significa que a segurança energética é comprometida na ponta final, frustrando os benefícios da descentralização.
O Ultimato Regulatório: Mudança Estrutural ou Consequências para a Enel SP e o Mercado de Energia
A pressão pública da Aneel é um movimento estratégico para forçar uma resposta imediata e robusta da concessionária, sob pena de severas penalidades. A agência não está mais disposta a aceitar justificativas baseadas unicamente no clima.
O mercado de energia agora aguarda quais medidas corretivas serão apresentadas pela Enel SP para provar que as falhas recorrentes foram sanadas de forma definitiva. A sobrevivência da concessão depende da demonstração inequívoca de que a resiliência da rede será tratada como prioridade máxima, e não apenas como um item a ser revisado após o próximo grande temporal. A vigilância da Aneel sobre a Enel SP está, neste momento, no seu nível máximo.
Visão Geral
A Aneel intensifica a pressão sobre a Enel SP após um novo apagão massivo, citando explicitamente falhas recorrentes e alertando para a possibilidade de caducidade da concessão devido à lentidão em restabelecer o fornecimento e à falta de investimentos em *hardening* da rede para clientes.






















