Nesta terça-feira, a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) celebrou 10 anos de fundação com um evento no Congresso Nacional, apresentando sua campanha em defesa da geração distribuída e dos direitos dos consumidores.
ABGD: Uma Década de Defesa da Geração Distribuída
A ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) celebrou, no dia 30 de setembro, uma década de atuação em defesa da geração distribuída no Brasil. O evento, realizado no Congresso Nacional, marcou o lançamento da campanha “Desligar a Geração Distribuída é negar os direitos do consumidor”, que visa proteger os direitos de quem investiu nesse modelo de geração de energia.
A cerimônia reuniu deputados e convidados, que puderam conhecer de perto os dirigentes da ABGD e a importância da associação no cenário energético nacional.
Os Avanços da Geração Distribuída nos Últimos 10 Anos
Durante o evento, a ABGD destacou os avanços alcançados nos últimos 10 anos, como o crescimento exponencial de sistemas de energia solar em residências, comércios e indústrias, e a consolidação de políticas públicas que garantem o acesso à energia limpa. A entidade também ressaltou a importância da participação da sociedade na construção de um setor energético mais transparente, justo e sustentável.
“Quando começamos, a geração distribuída era quase um sonho. Poucas pessoas conheciam o tema, menos ainda acreditavam que essa forma de geração poderia transformar a maneira como produzimos e consumimos energia no Brasil. Hoje, essa é uma realidade sem volta, mesmo que muitos setores que perderam privilégios tentem inviabilizar a geração distribuída, com ataques que utilizam dados completamente distorcidos”, avalia Carlos Evangelista, presidente da ABGD.
Campanha em Defesa dos Direitos do Consumidor
A campanha lançada pela ABGD em agosto tem como objetivo esclarecer aos consumidores e envolvidos no setor de energia os direitos assegurados pela Lei nº 14.300/2022. Aprovada após ampla discussão com o Congresso Nacional, ANEEL, governo federal e sociedade civil, a lei está sendo ameaçada por emendas parlamentares que buscam alterar direitos já conquistados.
A Lei nº 14.300/2022 é considerada um marco para o setor elétrico, permitindo a produção de energia – principalmente solar – em residências, pequenos negócios, hospitais, escolas e condomínios, gerando economia na fatura de cerca de 6,9 milhões de unidades consumidoras e impactando positivamente aproximadamente 20 milhões de pessoas em todo o Brasil.
Geração Distribuída: Democratização da Energia e Inovação Tecnológica
A ABGD reforçou que a geração distribuída é um instrumento de democratização da energia e de incentivo à inovação tecnológica no setor. Diversos parlamentares expressaram apoio à iniciativa e ressaltaram a relevância de políticas que incentivem a geração própria de energia, destacando o papel da ABGD como interlocutora entre sociedade, governo e setor privado.
Para o deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO), “a geração distribuída é boa para o Brasil, é boa para o mundo, a energia renovável. E toda hora grupos corporativos tentam atrapalhar esse setor que tanto cresce no Brasil. Por isso, meu trabalho como deputado federal, como engenheiro eletricista de formação, é sempre estar atento e alerta para que os projetos que ajudam a geração distribuída possam ser acelerados, possam ser aprovados, porque essa é a concepção parlamentar que eu tenho da energia renovável”.
“Estou colocando o meu gabinete à disposição, a nossa equipe à disposição, para que juntos possamos tramitar os projetos e dar uma energia limpa à sociedade e dar uma tranquilidade aos empresários que querem produzir a sua energia para não ficar ficar na mão de uma ou outra concessionária e a gente ter a nossa própria energia saudável para o nosso Brasil”, afirmou o deputado Murilo Gouvêa (União – RJ).
“Dá para fazer um grande casamento, energia limpa, energia renovável, com ampla tecnologia disponível hoje e distribuindo não só energia, mas oportunidade, emprego e renda. Geração distribuída é a forma democrática de distribuir energia limpa e renovável pro povo brasileiro”, declarou o deputado Pedro Uczai (PT-SC).
Para Lafayette de Andrada (Republicanos – MG), “a ABGD vem cumprindo o seu propósito de luta no sentido não só de difundir a importância e as vantagens da geração distribuída, mas luta também em defesa desse segmento do setor elétrico brasileiro. O setor elétrico brasileiro, todos nós sabemos, é invejado no mundo pela nossa riqueza e em energia renovável, energia limpa. Temos vento em abundância, sol em abundância, água em abundância. Nossa matriz é limpa. O mundo todo está lutando aí pela transição energética em que buscam sair das fontes antigas baseadas no carvão, nas fontes poluentes oriundas do petróleo, do carvão, que é o que moviam o mundo no século passado”.




















