A energia elétrica freia a inflação em Outubro proporcionando um alívio momentâneo no cenário econômico nacional

A energia elétrica freia a inflação em Outubro proporcionando um alívio momentâneo no cenário econômico nacional.
A energia elétrica freia a inflação em Outubro proporcionando um alívio momentâneo no cenário econômico nacional. - Foto: Reprodução / Freepik
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No complexo tabuleiro da economia brasileira, a energia elétrica costuma ser o “vilão silencioso”, empurrando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para cima.

Contudo, o cenário para outubro de 2023 inverteu essa lógica histórica. Segundo a análise da MAG Investimentos, o setor elétrico deve se transformar em um fator de desaceleração da inflação, proporcionando um respiro momentâneo nas pressões de preços que afligem o país.

Essa projeção não é apenas um palpite otimista. Ela se baseia em uma combinação técnica de fatores climáticos favoráveis e decisões regulatórias que, no curto prazo, aliviam o bolso do consumidor cativo. Para o profissional do setor de clean energy, entender essa dinâmica é crucial: o preço final ao consumidor é um reflexo da saúde hídrica e da gestão dos custos regulatórios. O otimismo, no entanto, é cauteloso. Este alívio é sazonal, não estrutural, e serve como um lembrete da nossa dependência da natureza.

“Apesar do avanço em relação ao IPCA de agosto, o dado de setembro mostrou uma composição benigna, com deflação dos preços dos alimentos e descompressão nos preços dos serviços, que é a parte da inflação que o Banco Central tem olhado com bastante atenção”, Felipe Rodrigo Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos

O Fator Hídrico e a Bandeira Verde para a Desaceleração da Inflação

O principal motor dessa desaceleração da inflação é a manutenção da Bandeira Verde nas contas de luz. O sistema de bandeiras tarifárias, que sinaliza o custo real da geração de energia elétrica, permanece no patamar mais baixo graças ao cenário hidrológico excepcionalmente positivo.

O volume de chuvas acima da média nas principais bacias hidrográficas do país garantiu que os reservatórios das hidrelétricas, a espinha dorsal da matriz brasileira, operassem em níveis confortáveis. Isso permitiu que o sistema elétrico acionasse menos termelétricas caras, reduzindo o Custo Variável Unitário (CVU) da geração e, consequentemente, o preço da energia para o consumidor final. A bandeira verde significa, literalmente, custo zero de geração extra para o consumidor.

A MAG Investimentos, ao prever a contribuição negativa da energia elétrica no IPCA de outubro, está precificando este alívio. Embora os reajustes anuais continuem a pesar no longo prazo, a ausência de custos extras de bandeiras tarifárias funciona como um amortecedor crucial contra o encarecimento de outros itens da cesta de consumo. É um alívio pontual, mas de grande impacto na média nacional de preços.

A Análise de Peso da MAG Investimentos no IPCA

O economista da MAG Investimentos destacou que a eletricidade deve ser um dos principais componentes a exercer força de baixa no índice geral. Essa projeção é um indicativo da relevância que o custo da energia elétrica tem na formação do IPCA.

A metodologia de cálculo considera a ponderação que o item “Energia Elétrica Residencial” possui no índice. Por ter um peso significativo, qualquer variação negativa (ou mesmo uma variação positiva muito baixa) no preço da eletricidade tem a capacidade de compensar a alta de commodities como combustíveis e alimentos, que tipicamente pressionam a inflação para cima.

Essa perspectiva da MAG Investimentos traz à tona a eficácia da nossa matriz em modular os preços em condições ideais. Quando o sistema funciona com preponderância hídrica e renovável (eólica e solar), o custo marginal é baixo. A ausência de custos com combustíveis fósseis é o que permite essa desaceleração da inflação, mostrando que a transição energética não é apenas ambiental, mas também um instrumento de política econômica.

O Impacto no Mercado Profissional PLD e Mercado Livre de Energia

Para os profissionais do mercado livre de energia, o cenário de outubro também foi de calmaria. A Bandeira Verde no ambiente regulado é um reflexo direto de um Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) baixo e estável. Com os reservatórios cheios, o preço marginal de operação (PMO) do sistema despenca.

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O PLD baixo reduz a volatilidade do mercado spot e garante que grandes consumidores industriais e comerciais, que compram energia diretamente de geradores e comercializadores, tenham custos previsíveis e menores. Embora a análise da MAG Investimentos foque o IPCA (mercado cativo), o efeito sistêmico do bom regime de chuvas irradia para toda a cadeia de suprimentos.

Indústrias que utilizam muita energia elétrica têm seus custos de produção controlados, o que evita o repasse desses custos para os produtos finais. Ou seja, o alívio na conta de luz da fábrica ajuda indiretamente a frear a inflação de produtos vendidos nas prateleiras, um efeito virtuoso que beneficia toda a economia. A estabilidade no mercado livre de energia é, portanto, um fator de confiança para o investimento e para a estabilidade de preços.

Os Custos Regulatórios O Desafio Estrutural da Energia Elétrica

Apesar do alívio pontual, o setor sabe que a trégua é temporária. O grande desafio estrutural que impede uma queda mais sustentável e profunda do preço da energia elétrica reside nos custos regulatórios. Estes encargos, que somam bilhões de reais e são repassados aos consumidores, são o verdadeiro peso morto nas tarifas.

Entre os principais encargos está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia uma série de subsídios setoriais, desde a tarifa social até o fomento a fontes incentivadas. A gestão e a transparência desses custos regulatórios são um debate constante no setor. Enquanto o sistema hídrico fornece a matéria-prima barata, a complexa estrutura de subsídios e encargos administrativos impede que o preço final reflita integralmente o baixo custo de geração.

Portanto, o apontamento da MAG Investimentos é uma celebração de conjuntura. O profissional de energia elétrica sabe que, assim que o ciclo de chuvas diminuir ou houver a necessidade de grandes aportes financeiros para cobrir déficits setoriais ou expandir a rede, a pressão inflacionária voltará. O alívio de outubro é um “gol de placa” do clima, e não uma vitória definitiva da política tarifária.

Sustentabilidade e o Futuro da Inflação Elétrica

A única forma de garantir que a energia elétrica continue contribuindo para a desaceleração da inflação no longo prazo é acelerar a matriz de energia renovável de forma eficiente e desonerar os custos regulatórios. Projetos de energia solar e eólica, que têm custo marginal de operação praticamente zero, são a chave para reduzir a dependência das termelétricas caras e da flutuação hídrica.

A estabilidade trazida pela análise da MAG Investimentos deve ser um incentivo para que grandes consumidores migrem para o mercado livre de energia e invistam em autoprodução. Esta é a única blindagem real contra as futuras pressões tarifárias. Ao gerar sua própria energia limpa, o consumidor se descola do aumento dos encargos e da volatilidade do sistema, transformando a eletricidade de um peso inflacionário em um ativo de competitividade.

Visão Geral do Alívio Econômico

Em suma, outubro traz um respiro. A energia elétrica deixou de ser o fator principal de alta e, pela lente da MAG Investimentos, se tornou um aliado na luta contra a inflação. Contudo, o setor deve usar esse momento de calmaria para planejar o futuro, garantindo que o crescimento da matriz renovável consiga, de fato, estruturar um ambiente de preços baixos e previsíveis, superando o peso constante dos custos regulatórios.

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