O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou quatro gestores por um esquema que desviou R$ 3 milhões de creches conveniadas, utilizando notas frias e empresas de fachada.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) formalizou nesta semana uma acusação grave contra quatro dirigentes de uma Organização da Sociedade Civil (OSC). O grupo é apontado como responsável por um esquema estruturado de desvio de verbas públicas destinadas aos Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) da capital.
A denúncia, que consolida os resultados da Operação Primeira Infância, detalha uma série de irregularidades na administração de cinco unidades educacionais que mantêm convênio com a Secretaria de Educação do DF. Entre as acusações, os réus responderão por organização criminosa e 22 episódios de peculato.
O funcionamento do esquema de desvio
As investigações revelaram um modus operandi baseado na manipulação de custos e na utilização de artifícios contábeis para drenar recursos destinados ao ensino infantil. O grupo inflava artificialmente os valores de aquisições de materiais e serviços para justificar o montante retirado dos cofres públicos.
Para dar aparência de legalidade às operações, os envolvidos recorriam ao uso de empresas de fachada, responsáveis pela emissão de notas fiscais fraudulentas. Esse mecanismo permitia que os valores desviados fossem posteriormente repartidos entre os integrantes do esquema.
Ações de ressarcimento e bloqueio de bens
Diante da gravidade da fraude, o MPDFT ingressou com um pedido de reparação integral dos prejuízos causados aos cofres públicos, estimados em R$ 3 milhões, já com os valores atualizados. O órgão busca garantir que o erário não seja lesado pelas práticas ilícitas identificadas.
A Justiça do Distrito Federal acolheu as solicitações da promotoria e determinou o bloqueio patrimonial dos denunciados. A decisão de sequestro de bens e valores visa assegurar que o montante seja efetivamente restituído aos cofres da administração pública.
O caso segue agora para o curso da ação penal, onde o Poder Judiciário deverá avaliar as provas apresentadas e definir as responsabilidades de cada envolvido. O desdobramento da Operação Primeira Infância reforça a vigilância sobre a gestão de recursos destinados à educação básica na capital federal.














