Projeto de R$ 8 milhões visa recuperar Áreas de Preservação Permanente e zonas de recarga hídrica
O projeto, orçado em R$ 8 milhões, visa recuperar as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as zonas de recarga hídrica do manancial
Por Misto Brasília – DF
Uma iniciativa crucial para a recuperação ambiental do Distrito Federal acaba de receber um importante aditamento. Foi publicado, no Diário Oficial do Distrito Federal da última quinta-feira (09), o aviso de prorrogação do prazo do Edital de Chamamento Público nº 01/2026.
Este edital tem como objetivo selecionar uma organização da sociedade civil para a execução do Projeto de Recomposição da Vegetação Nativa na Bacia do Rio Melchior. As ações são focadas na recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e das essenciais zonas de recarga hídrica do manancial. Saiba mais sobre iniciativas relacionadas: Sancionadas leis criadas com a CPI do Rio Melchior.
O Edital e o Prazo de Participação
Com a decisão de prorrogar o prazo, as organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas em participar deste projeto vital agora têm uma nova data limite para apresentar suas propostas: até o dia 9 de agosto. Esta extensão reflete o cronograma previsto no edital, concedendo tempo adicional para que as entidades possam preparar e submeter suas propostas com a devida qualidade.
O projeto, que conta com um orçamento robusto de R$ 8 milhões, tem como missão principal a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e das zonas de recarga hídrica do Rio Melchior. Este manancial é, infelizmente, reconhecido como um dos cursos d’água mais poluídos de Brasília, tornando a intervenção ainda mais urgente e necessária.
A Situação Atual do Rio Melchior
O Rio Melchior, com seus aproximadamente 25 quilômetros de extensão, desempenha um papel geográfico importante, demarcando a fronteira entre as regiões administrativas de Ceilândia e Samambaia antes de desaguar no Rio Descoberto.
No entanto, a realidade ambiental do rio é preocupante. Atualmente, ele está classificado na Classe 4 pela Agência Reguladora de Águas (Adasa), uma categoria que indica a mais alta degradação e na qual o contato humano é totalmente proibido. Essa condição crítica é resultado direto do descarte irregular de efluentes, lixo e outros resíduos urbanos, que têm comprometido severamente sua saúde ecológica.
Visão Geral
As ações coordenadas pela Secretaria do Meio Ambiente visam não apenas reverter essa situação de degradação, mas também restaurar a vitalidade do Rio Melchior. O foco está no plantio de espécies nativas do Cerrado e no manejo de espécies invasoras, esforços que são fundamentais para a recuperação da vegetação e da qualidade da água.
O objetivo final é ambicioso: reenquadrar o leito do rio para a Classe 3. Essa mudança permitiria, no futuro, o uso seguro de suas águas, beneficiando a população e o ecossistema local. Este projeto representa um passo essencial para a sustentabilidade ambiental do Distrito Federal e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades vizinhas ao Rio Melchior.





















