A Vibra selou um contrato estratégico de cinco anos para gerenciar o abastecimento energético do Projeto Sucuriú, a nova unidade fabril da Arauco em Inocência, no Mato Grosso do Sul.
A gigante do setor de distribuição de energia investirá R$ 45 milhões na instalação de um complexo de abastecimento exclusivo dentro da área industrial. Esta estrutura será fundamental para sustentar a logística de uma das maiores fábricas de celulose do país, projetada para produzir 3,5 milhões de toneladas anualmente.
O acordo abrange o fornecimento integral de combustíveis — como diesel, gasolina, etanol e lubrificantes — para todas as etapas produtivas, desde o manejo florestal e silvicultura até o transporte pesado da madeira. A iniciativa visa otimizar a eficiência operacional do empreendimento, reduzindo o tempo de inatividade da frota e aprimorando o controle de custos.
Infraestrutura e Tecnologia Logística
O novo posto de serviço terá uma capacidade de armazenamento superior a 1.270 m³. O local contará com sistemas de automação de ponta e uma estrutura robusta, incluindo baias de abastecimento otimizadas para diferentes tipos de veículos e caminhões comboio.
A operação integrará tecnologias como o sistema bottom load, que garante mais segurança e agilidade no carregamento, reduzindo riscos ambientais e operacionais. Além disso, a Vibra introduzirá o diesel premium Agritop na rotina logística da unidade.
“A parceria com a Arauco no Projeto Sucuriú reafirma o protagonismo da Vibra como a distribuidora preferencial dos maiores empreendimentos industriais do País. Ter sido escolhida como fornecedora para um projeto dessa magnitude e complexidade nos motiva a atuar com ainda mais compromisso em excelência operacional e segurança”, afirmou Juliano Prado, vice-presidente executivo Comercial B2B da Vibra.
Impacto ESG e Futuro do Projeto
Além da eficiência logística, o uso do diesel Agritop alinha-se aos objetivos de sustentabilidade da Arauco. A estimativa é que o produto proporcione uma economia de até 5% no consumo de combustível, fator que contribui diretamente para a meta de reduzir a emissão de gases poluentes e fortalecer as práticas ESG da empresa.
O Projeto Sucuriú, que movimenta um investimento total de US$ 4,6 bilhões, é uma peça-chave no mercado global de celulose. O complexo também incluirá uma usina termelétrica própria de 432 MW, com grande parte da energia excedente destinada ao SIN (Sistema Interligado Nacional). O cronograma prevê que a fábrica comece a rodar em 2028, consolidando o Mato Grosso do Sul como um polo estratégico para o escoamento de insumos para os mercados asiático, europeu e americano.























