Banco Central da Noruega reduz participação na Raízen em meio à recuperação judicial

Banco Central da Noruega reduz participação na Raízen em meio à recuperação judicial
Banco Central da Noruega reduz participação na Raízen em meio à recuperação judicial - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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O Norges Bank, que atua como o banco central da Noruega, reduziu sua exposição acionária na Raízen, gigante brasileira do setor de energia que atravessa um processo de recuperação extrajudicial.

A movimentação financeira foi confirmada pela própria companhia brasileira na última terça-feira (7). Segundo o comunicado ao mercado, a fatia do fundo soberano norueguês em ações preferenciais foi reduzida de 5,96% para 4,47%, passando de 81 milhões para 60,68 milhões de papéis.

O Norges Bank esclareceu que a redução faz parte de sua estratégia de alocação de ativos e que a permanência no quadro societário da empresa tem caráter estritamente de investimento. O banco reforçou que não possui interesse em exercer influência sobre a governança da companhia ou alterar a condução de sua gestão.

Contexto estratégico de reestruturação

A decisão do fundo norueguês ocorre em um momento decisivo para a Raízen. Recentemente, a empresa consolidou um acordo de recuperação extrajudicial com seus credores, montante que alcança a cifra de R$ 64,7 bilhões. O objetivo principal deste plano é a reestruturação da estrutura de capital da organização, visando maior sustentabilidade financeira a longo prazo.

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“O aporte de recursos derivados da venda de ativos internacionais da Raízen é um dos pilares para o fortalecimento da liquidez da empresa neste ciclo de ajuste financeiro”, apontam analistas do setor energético.

Venda das operações na Argentina

Além da alteração na participação dos noruegueses, a Raízen se prepara para concluir a venda integral de sua divisão na Argentina. O negócio, avaliado em US$ 1,42 bilhão, foi selado com o grupo suíço Mercuria Energy Group.

A transação engloba não apenas o refino, mas toda a rede de distribuição sob a bandeira Shell no país vizinho. A expectativa é que o fechamento da operação, sujeito às aprovações dos órgãos reguladores, ocorra até o final do atual ano-safra, previsto para março de 2027. O capital arrecadado com essa alienação deve ser fundamental para a execução do plano de recuperação extrajudicial da companhia brasileira.

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