A Neoenergia Coelba assegurou um aporte de R$ 764 milhões junto à agência estatal japonesa Jica, marcando um passo inédito em financiamentos vinculados a metas globais de sustentabilidade.
A Neoenergia Coelba acaba de formalizar um contrato de financiamento internacional de R$ 764 milhões com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). O montante será integralmente investido na modernização e no reforço da rede elétrica baiana entre 2026 e 2027, visando elevar a qualidade do serviço e a eficiência operacional para milhões de clientes.
Este negócio destaca-se por seu caráter inovador: trata-se do primeiro empréstimo da Jica em nível global condicionado a metas específicas de desempenho ESG. Além de promover a digitalização da infraestrutura, o acordo estabelece incentivos para a equidade de gênero, estimulando a presença de engenheiras eletricistas no corpo técnico da concessionária.
Um modelo de financiamento sustentável
A operação também serve como piloto para o novo Framework de Financiamentos Sustentáveis, desenhado em parceria com o MUFG Bank. O projeto está alinhado à iniciativa MIDORI, lançada durante a COP 30, cujo propósito é canalizar investimentos para o combate às mudanças climáticas e o fomento à transição energética.
“A formalização de mais uma operação com a Jica e MUFG evidencia a consistência da nossa estratégia e o compromisso estrutural com a transição energética, ao mesmo tempo em que viabiliza investimentos relevantes na modernização da infraestrutura elétrica da Bahia”, destaca Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia.
Plano de expansão na Bahia
O financiamento compõe um cenário mais amplo de investimentos robustos para a região. Somente a Coelba, que atende a maior parte dos municípios baianos, planeja aplicar R$ 16 bilhões até 2029, parte de um ciclo de R$ 28,5 bilhões previsto para todo o grupo Neoenergia.
Os recursos serão aplicados em frentes estratégicas, como a transformação da rede na extensa faixa costeira do estado, incluindo a construção de 18 novas subestações. No Oeste baiano, motor do agronegócio, o plano prevê o aporte de R$ 2 bilhões para dobrar a capacidade instalada local, garantindo a energia necessária para o setor de irrigação e o desenvolvimento econômico regional.























