A ISA ENERGIA BRASIL, em parceria com a Hitachi Energy, instalou o primeiro reator de 460 kV com isolamento a óleo vegetal da América Latina, marcando um avanço significativo na descarbonização e na segurança do setor elétrico.
Em um passo decisivo para a modernização da infraestrutura de alta tensão, a ISA ENERGIA BRASIL iniciou a implementação de uma tecnologia pioneira no continente. Localizada na Subestação Bauru, no interior de São Paulo, a iniciativa introduz o primeiro reator de 460 kV que utiliza óleo vegetal como fluido isolante e de refrigeração. O projeto, que conta com um investimento da ANEEL, substitui o tradicional óleo mineral de origem fóssil por um composto orgânico renovável, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.
Esta colaboração estratégica com a Hitachi Energy não apenas eleva o padrão tecnológico da rede, mas também atende aos rigorosos critérios de segurança operacional exigidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). A adoção de insumos sustentáveis em equipamentos de grande porte é um marco para a transição para uma energia limpa mais eficiente e ambientalmente responsável.
Engenharia de alta complexidade em alta tensão
O desenvolvimento dos quatro reatores monofásicos exigiu uma força-tarefa global da Hitachi Energy. Aplicar óleo vegetal em uma classe de tensão de 460 kV representa um desafio técnico, pois exige uma análise criteriosa de todos os materiais isolantes internos.
Como afirmou Alexandre Malveiro, Hub Latin America Manager da unidade de negócios Transformers da Hitachi Energy: “As quatro unidades monofásicas são os maiores reatores shunt já fornecidos globalmente pela Hitachi Energy. O uso de óleo vegetal nesse nível de tensão representa um avanço significativo na colaboração entre a ISA ENERGIA BRASIL e a Hitachi Energy, e reforça o compromisso de ambas as empresas com um futuro mais sustentável para o desenvolvimento das redes elétricas.”
Sustentabilidade e performance operacional
Além da redução da pegada de carbono — com diminuição de 11% nas emissões ao longo do ciclo de vida — o uso do fluido vegetal oferece ganhos cruciais em segurança. O material é altamente biodegradável, com mais de 99% de degradação em dez dias, e possui um ponto de fulgor superior ao do óleo mineral, reduzindo drasticamente o risco de incêndios em subestações.
Sobre a relevância estratégica, Dayron Urrego, Diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL, destacou: “A substituição do insumo derivado de petróleo por uma alternativa vegetal, de origem renovável, reforça o compromisso da ISA ENERGIA BRASIL com iniciativas que impulsionam a transição energética de forma limpa e está alinhada plenamente à nossa Estratégia 2040. Esse projeto inédito é a demonstração de que é possível evoluir a infraestrutura do setor elétrico aliando confiabilidade operacional e sustentabilidade.”
Impacto no futuro do sistema elétrico
O sucesso desta operação coloca a ISA ENERGIA BRASIL em uma posição de vanguarda na gestão climática, aproximando a companhia de sua meta Net Zero até 2050. Com o investimento em reforços e melhorias que somam R$ 190 milhões na Subestação Bauru, a empresa solidifica um modelo de negócio onde a inovação tecnológica caminha lado a lado com a preservação ambiental.
A expectativa do setor é que a aplicação bem-sucedida dessa tecnologia em 460 kV sirva de modelo para futuras expansões da rede de transmissão, consolidando o Brasil como um laboratório global de soluções para o futuro da energia renovável e para a necessária descarbonização das operações críticas de infraestrutura elétrica.























