Por Pedro Peduzzi – DF
Por Pedro Peduzzi – DF
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal tomou uma decisão importante: aprovou a convocação do presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, e do secretário adjunto de Economia do governo do Distrito Federal, Daniel Izaías de Carvalho. Eles foram chamados para prestar esclarecimentos sobre a atual situação financeira do banco. ![]()
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O Motivo da Convocação
A decisão de convocar as autoridades veio após a ausência de ambos em uma audiência pública que estava marcada para esta terça-feira (07). Essa falta foi vista como um descumprimento de um acordo feito anteriormente com os legisladores locais, gerando forte reação dos deputados distritais. Inicialmente, o comparecimento deles seria por convite, pois haviam se comprometido publicamente a comparecer espontaneamente. O objetivo da audiência era que eles explicassem a operação malsucedida de aquisição do Banco Master e as estratégias de governança implementadas pela instituição.
A Reação e as Críticas dos Deputados
Ao iniciar a sessão da CCJ, o deputado distrital Thiago Manzoni (PL), presidente da comissão, enfatizou que o convite anterior para as autoridades havia sido baseado em um “compromisso público” de comparecimento para 7 de abril. Ele criticou veementemente a ausência dos convidados, afirmando que “não é apenas um desrespeito a esta comissão. É, sobretudo, um desrespeito ao cidadão do DF, que tem o direito de saber o que está acontecendo com o BRB, uma instituição financeira pública que movimenta bilhões de reais e que desempenha papel central na economia do DF”. O deputado Fábio Félix (PSol) também se manifestou, apontando a “gravidade dos fatos” revelada por reportagens e a falta de cooperação das autoridades do DF. Félix criticou a resposta do BRB aos requerimentos de informação da Câmara Legislativa, descrevendo-a como “desrespeitosa” e baseada em argumentos de sigilo. Para ele, sem essas informações e depoimentos, os parlamentares ficam impossibilitados de entender a real situação do banco e do governo do DF.
A Responsabilidade Política e Outras Convocatórias
O deputado Fábio Félix (PSol) ressaltou que a responsabilidade pelo ocorrido é “óbvia”, uma vez que o governo do DF é o controlador do BRB. Ele lembrou que o ex-governador Ibaneis Rocha foi quem enviou os projetos de lei à Câmara Legislativa para viabilizar a operação, e também atuou para sua rápida aprovação. Félix destacou que a responsabilidade política de Ibaneis Rocha no caso é “clara”. Em um desenvolvimento paralelo, o ex-governador Ibaneis Rocha era esperado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, no Congresso Nacional, também nesta terça-feira. No entanto, ele não compareceu à sessão, assim como havia feito em outras duas ocasiões anteriores. Diante disso, a CPMI também aprovou a sua convocação para que preste esclarecimentos sobre as negociações do BRB com o Banco Master, negócio que foi vetado pelo Banco Central.
Visão Geral
Atualmente, o Banco de Brasília (BRB), instituição estatal do DF, enfrenta uma severa crise de confiança e problemas de liquidez. Isso se deve principalmente aos significativos prejuízos gerados pela aquisição bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Banco Master. A gravidade da situação é tamanha que a Polícia Federal está investigando suspeitas de fraude na compra de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em créditos do BRB.
Créditos: Misto Brasil























