Manter o controle financeiro é fundamental para evitar o endividamento excessivo e garantir a estabilidade econômica a longo prazo
Ainda é preciso ter cuidado e adotar medidas que ajudem a evitar o acúmulo de dívidas e a manter o compromisso com o pagamento
Por Misto Brasil – DF
A taxa de inadimplência de aluguel no Distrito Federal apresentou um aumento em 2025, subindo de 2,52% (em 2024) para 2,96%, o que representa uma variação de 0,44 ponto percentual. Apesar desse crescimento, a média de inadimplência do DF se manteve abaixo tanto da média nacional (3,50% no período) quanto da média regional (3,59%).
Esses dados são provenientes do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, que é a principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados imobiliário e condominial no Brasil.
Leia – aumento médio dos imóveis residenciais foi de 0,20% em janeiro
De acordo com Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, “o Distrito Federal mantém uma das menores taxas de inadimplência do país, um cenário que persistiu ao longo de 2025, indicando uma perspectiva positiva para a região em 2026.”
Gonçalves ressalta: “Ainda assim, é fundamental manter a cautela e implementar ações que auxiliem na prevenção do acúmulo de débitos e na manutenção da pontualidade no pagamento do aluguel.”
Ele complementa que “Certos fatores externos podem afetar o orçamento das famílias e contribuir para o aumento da inadimplência. Entre eles, as apostas esportivas (bets), que geraram prejuízos econômicos de R$ 38,8 milhões no último ano, segundo o Banco Central, devem ser consideradas ao planejar as finanças para manter as contas equilibradas.”
Análise da Inadimplência por Região
Na região Centro-Oeste, houve um aumento nas taxas médias de inadimplência para todos os tipos de imóveis, sendo os imóveis comerciais os que lideraram esse crescimento. O aumento foi de 0,72 ponto percentual entre 2024 e 2025, passando de 4,73% para 5,45%. Para apartamentos, o crescimento foi de 0,38 ponto percentual, subindo de 2,06% (em 2024) para 2,44% (em 2025).
As casas registraram um aumento de 0,25 ponto percentual, indo de 4,21% no ano anterior para 4,46% neste ano.
No primeiro semestre, as regiões Norte e Nordeste se revezaram entre as maiores taxas do ano, com a região Norte apresentando os índices mais altos em janeiro, fevereiro, março e maio. Já no segundo semestre, o Nordeste registrou as maiores taxas do Brasil em todos os meses, atingindo seu pico em outubro (6,84%).
Na comparação anual, a região Nordeste manteve o índice mais elevado do país, com 5,15%, embora tenha apresentado uma redução de 0,68 ponto percentual em relação a 2024 (5,83%). O Norte finalizou o ano com uma inadimplência de 4,88%, representando uma queda de 0,70 ponto percentual em relação ao ano anterior.
O Centro-Oeste ocupou a terceira posição no ranking de 2025, com 3,59% (aumento de 0,42 ponto percentual em relação a 2024). Na sequência, ficaram o Sudeste (3,24% ante 3,12%) e o Sul (2,89% ante 2,75%).
Gonçalves alerta: “Embora as taxas dessas regiões sejam menores em comparação com o Norte e Nordeste, o fato de terem apresentado aumento em relação ao ano anterior serve como um sinal de atenção também para elas.”
Visão Geral
O cenário da inadimplência de aluguéis em 2025 mostra uma leve elevação no Distrito Federal, que ainda se destaca por manter taxas inferiores às médias nacional e regional. Especialistas recomendam prudência, alertando para a necessidade de controle financeiro e a consideração de influências externas, como gastos com apostas, no orçamento familiar. As regiões Norte e Nordeste continuam a apresentar os maiores índices do país, embora com quedas notáveis em relação ao ano anterior, enquanto o Centro-Oeste, Sudeste e Sul, apesar de terem taxas menores, registraram incrementos que merecem monitoramento.
Créditos: Misto Brasil






















