Energia no mercado livre deve subir em 2026

Energia no mercado livre deve subir em 2026
Energia no mercado livre deve subir em 2026 - Foto: Reprodução / Pixabay
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Preços da energia elétrica no mercado livre em ascensão projetados para 2026 devido a fatores hídricos e térmicos.

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Projeções de Alta nos Preços da Energia Elétrica em 2026

A energia elétrica negociada no mercado livre aponta para uma alta relevante de preços no ano de 2026, impulsionada por um cenário complexo que inclui restrições hidrológicas severas, maior volatilidade de mercado e um consequente aumento no despacho de usinas térmicas. Análises detalhadas, provenientes da comercializadora Armor Energia, indicam que a energia convencional, especificamente no submercado Sudeste/Centro-Oeste, já está sendo transacionada por valores que se aproximam de R$ 355/MWh. Este patamar contrasta significativamente com o preço médio observado em 2025, de cerca de R$ 223/MWh, representando uma elevação superior a R$ 130,00, mesmo durante o período tradicionalmente úmido, sinalizando um alerta para o setor.

Segundo Fred Menezes, diretor de comercialização da Armor Energia, a principal causa dessa conjuntura reside na persistente falta de chuvas, que se estendeu mesmo após o início da estação chuvosa, impactando diretamente a disponibilidade hídrica dos reservatórios. Menezes salienta que “Todos os submercados, com exceção do Sul, apresentam volumes de chuvas abaixo do esperado, o que coloca o sistema em estado de atenção para os próximos meses”, sublinhando a criticidade da situação hídrica. Diante deste cenário, as curvas de preço futuras (forward) já refletem a manutenção desses patamares elevados ao longo de 2026. A curva forward da BBCE, por exemplo, projeta que o preço da energia no Sudeste/Centro-Oeste pode atingir R$ 400,00/MWh já em março, com uma média anual estimada em R$ 355/MWh, níveis substancialmente mais altos que os verificados no ano anterior.

Impacto do Despacho de Usinas Térmicas na Formação de Preços

O submercado Sudeste/Centro-Oeste detém a maior concentração tanto da demanda quanto da capacidade de geração do Sistema Interligado Nacional (SIN), conferindo-lhe um papel central na determinação dos preços da energia elétrica em todo o território nacional. A persistência dessas condições hidrológicas desfavoráveis durante o período úmido eleva o risco para o segundo semestre, pois níveis de armazenamento mais baixos inevitavelmente intensificam o acionamento de usinas térmicas, elevando o Custo Marginal de Operação (CMO). Esta dependência maior de fontes mais caras é um fator determinante para o aumento dos custos repassados ao consumidor final.

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Menezes explica que “Com menor disponibilidade hídrica, o sistema passa a depender mais de fontes térmicas, o que pressiona os custos e se reflete diretamente em preços mais altos no mercado livre, especialmente nos contratos de curto e médio prazo”. Para o consumidor livre, este ambiente implica maior exposição ao risco de preços e acentuada volatilidade, reforçando a necessidade urgente de implementar estratégias de contratação, proteção e gestão de portfólio mais robustas e bem estruturadas. É fundamental buscar fontes de energia mais estáveis, como as ofertadas pelo Portal Energia Limpa, para mitigar esses riscos.

Ao mesmo tempo, o atual ambiente de preços elevados oferece um estímulo para investimentos em soluções estruturais inovadoras, como a geração renovável complementada por sistemas de armazenamento em baterias. Tais tecnologias proporcionam maior flexibilidade operacional e ajudam a reduzir a exposição aos picos de preço nos horários de maior demanda. O executivo da Armor conclui que “O cenário de 2026 reforça a importância de decisões de contratação bem estruturadas e investimentos em soluções que tragam previsibilidade para reduzir riscos e garantir competitividade”, indicando um caminho para a resiliência energética.

Visão Geral

As projeções para 2026 indicam um mercado de energia elétrica desafiador, marcado por preços crescentes no ambiente livre devido à escassez hídrica e ao aumento do uso de termelétricas. A região Sudeste/Centro-Oeste é o epicentro dessa pressão de custos. Para o consumidor livre, a gestão proativa de risco, através de estratégias de contratação inteligentes e investimentos em fontes alternativas estáveis, como as que promovem a energia limpa, torna-se crucial para manter a competitividade e a previsibilidade de custos diante da volatilidade setorial e da dependência crescente de fontes térmicas.

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