Seguiu em evidência o cenário geopolítico, em meio ao interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia
O cenário geopolítico seguiu como um dos focos de atenção dos investidores, em meio ao interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia
Por Misto Brasil – DF
O dólar reverteu sua trajetória de ganhos, impulsionado pelo aumento do apetite por risco no mercado local e pela diminuição das tensões geopolíticas. Nesta quinta-feira (15), o dólar à vista fechou a sessão em R$ 5,3681, registrando uma queda de 0,61%.
Este movimento foi contrário à tendência observada no cenário internacional. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, índice que compara o dólar em relação a uma cesta de seis moedas globais (como o euro e a libra), apresentava alta de 0,19%, atingindo 99,321 pontos.
O Ibovespa manteve a forte valorização iniciada no dia anterior, avançando quase 1 mil pontos nesta quinta-feira (15), conforme noticiado pelo MoneyTimes.
Próximo das 15h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira alcançou 164.550,77 pontos, com um ganho de 1,73%, marcando uma nova máxima histórica. O recorde anterior no decorrer do dia havia sido estabelecido no dia anterior, quando o índice chegou a 165.146,49 pontos durante a negociação.
Com este desempenho, o índice se aproxima de um novo recorde nominal de fechamento. Ontem, o Ibovespa encerrou as negociações em 165.145,98 pontos, estabelecendo o primeiro recorde do ano. Em 2026, o IBOV acumula uma valorização de quase 3%.
O cenário geopolítico continuou sendo um ponto de atenção para os investidores, especialmente devido ao interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia e às declarações do presidente americano, Donald Trump, direcionadas ao Irã.
Na análise cambial, o especialista em investimentos, Bruno Shahini, destacou que a percepção de risco foi positivamente influenciada pela indicação de Donald Trump de que não planeja demitir Jerome Powell, o que reforça a percepção de independência do Federal Reserve (Fed), em um contexto de divulgação de dados econômicos positivos sobre a atividade nos EUA no dia.
Essa combinação de fatores impulsionou uma alta generalizada nas bolsas de Nova York e da Europa, enquanto o Ibovespa se encaminha para fechar o dia perto de seu pico histórico.
Apesar da queda superior a 4% no preço do petróleo, resultado da redução das tensões no Oriente Médio, e mesmo com a alta nos juros dos Treasuries e o fortalecimento do dólar no exterior (medido pelo DXY), o real apresentou valorização. Isso sugere que os fatores internos do Brasil e o fluxo de capital para ativos de risco foram determinantes na formação da taxa de câmbio.
Visão Geral
Em resumo, o mercado brasileiro demonstrou resiliência nesta quinta-feira (15). O dólar caiu localmente, contrastando com a alta internacional, enquanto o Ibovespa atingiu novas máximas históricas. Essa dinâmica foi sustentada pelo otimismo gerado pela manutenção da independência do Fed e por dados econômicos positivos nos EUA, superando as preocupações com tensões geopolíticas e a queda no preço do petróleo.
Créditos: Misto Brasil






















