Eneva Formaliza Pedido de Solução Consensual no TCU para Revisão de Custos de Geração Termelétrica

Eneva Formaliza Pedido de Solução Consensual no TCU para Revisão de Custos de Geração Termelétrica
Eneva Formaliza Pedido de Solução Consensual no TCU para Revisão de Custos de Geração Termelétrica - Foto: Reprodução / Freepik
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A Eneva busca, via solução consensual no TCU, mitigar a onerosa inflexibilidade contratual de suas usinas térmicas, impactando o custo da energia brasileira.

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O Peso da Inflexibilidade no Setor

Para nós, que lidamos com a otimização de *assets* e a formação de preços no Mercado de Curto Prazo (MCP), a inflexibilidade de térmicas é um gargalo conhecido. Em períodos hidrológicos favoráveis, com reservatórios cheios, a necessidade de acionar termelétricas é mínima ou nula. No entanto, os contratos vigentes podem obrigar a Eneva a manter suas usinas preparadas, gerando custos fixos elevados.

A companhia argumenta que esta rigidez contratual, herdada de leilões antigos ou arranjos de suprimento, distorce o custo real da energia despachada. A solução consensual com o TCU seria uma via rápida para renegociar ou ajustar os termos que geram este desperdício econômico.

A Importância da Intervenção do TCU

O TCU é a corte fiscalizadora máxima das contas públicas e dos contratos de concessão. Quando uma empresa busca este órgão para uma solução consensual, ela está essencialmente pedindo uma arbitragem administrativa que evite litígios longos e custosos, ao mesmo tempo em que busca um desfecho que seja justo para o interesse público e, consequentemente, para o consumidor.

A busca por este acordo consensual — que, segundo notícias, já foi bem recebido pelo governo (posição verificada na SERP) — sinaliza um reconhecimento de que a rigidez anterior pode ter gerado encargos excessivos ao setor. A economia gerada pela redução dessa inflexibilidade pode ser substancial, estimativas apontam para economias significativas para os consumidores.

Gás Natural e a Transição Energética

A Eneva é majoritariamente baseada em gás natural. Este combustível é vital para a segurança energética do Brasil, atuando como *backup* para as fontes intermitentes (eólica e solar). No entanto, o gás é mais caro que a hidráulica e, portanto, precisa ser despachado com máxima eficiência para não encarecer o SIN (Sistema Interligado Nacional).

A manutenção de térmicas em estado de “pronta resposta” sem uso efetivo onera o Custo Variável Unitário (CVU) de forma desnecessária em momentos de abundância hídrica. A Eneva está, portanto, tentando alinhar a remuneração de seus ativos de gás com as necessidades dinâmicas do sistema elétrico atual, mais diversificado e com maior participação de renováveis.

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O Caminho do Consenso: Risco Reduzido

O processo de solução consensual é preferível ao litígio aberto, que pode se arrastar por anos. Para o setor, a incerteza jurídica é um fator de risco que encarece o financiamento de novos projetos. Ao buscar este acordo, a Eneva tenta remover um passivo regulatório significativo que pesa sobre sua gestão de custos e *hedge*.

Este movimento espelha uma tendência mais ampla no setor elétrico brasileiro, onde o TCU tem atuado como mediador em conflitos contratuais herdados, especialmente aqueles relacionados a geração termelétrica e subsídios. O resultado deste pedido da Eneva servirá de precedente para outras *players* que enfrentam passivos semelhantes de inflexibilidade.

Implicações para o Setor de Geração

Se o TCU deferir a proposta, o impacto será sentido em cascata. Menor custo de lastro para as térmicas da Eneva significa, potencialmente, menos encargos repassados aos consumidores e menos distorções no Mercado de Compensação de Energia (ACL). Além disso, a flexibilidade operacional aumentada permite que a Eneva otimize o uso de seu gás, reservando-o para os momentos de real necessidade, como em períodos de seca.

Neste cenário, a busca por solução consensual é pragmática. É um reconhecimento de que a estrutura regulatória precisa evoluir para acomodar a realidade de uma matriz mais robusta em hidrelétricas e, simultaneamente, mais dependente da flexibilidade do gás natural para garantir a firmeza do sistema. A Eneva está jogando o jogo da modernização, pedindo regras mais ajustadas à realidade econômica de hoje.

Visão Geral

A Eneva formalizou um pedido de solução consensual junto ao TCU para desvincular-se da inflexibilidade contratual de suas térmicas, que gera custos adicionais de energia. A medida visa modernizar os encargos, otimizar o uso do gás natural e promover economia para o consumidor final, sinalizando um ajuste regulatório necessário no setor.

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