Bahia Implementa Estratégia para Industrialização da Energia Renovável e Agregação de Valor Local

Bahia Implementa Estratégia para Industrialização da Energia Renovável e Agregação de Valor Local
Bahia Implementa Estratégia para Industrialização da Energia Renovável e Agregação de Valor Local - Foto: Reprodução / Freepik
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A Bahia busca ir além da exportação de energia, visando industrialização baseada em seu potencial eólico e solar, priorizando valor agregado local.

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Visão Geral: Mudança Estratégica no Setor Elétrico Baiano

O Setor Elétrico brasileiro assiste a uma mudança estratégica que redefine o conceito de Transição Energética. O Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, vocalizou uma ambição que transcende a mera Geração de Energia: o estado quer ir além de ser um celeiro de Geração Limpa, evitando a armadilha de apenas Exportar Vento e Sol. A meta é atrair indústrias que consumam essa energia in loco, transformando o imenso potencial eólico e solar em produtos de alto valor agregado.

Essa visão representa um salto crucial na política de Desenvolvimento Regional. Em vez de apenas injetar megawatts baratos no Sistema Interligado Nacional (SIN) — energia que, muitas vezes, é consumida e industrializada em outros estados —, a Bahia busca fechar o ciclo produtivo. A energia abundante deve ser o ímã para novos Complexos Industriais, especialmente nas regiões com o maior potencial de renováveis, como o Oeste e o Nordeste baiano.

Para o mercado de Geração de Energia, a mensagem é clara: o futuro da Bahia não está apenas na commodity Energia Renovável, mas na infraestrutura elétrica e logística que suporta a industrialização. O estado se recusa a ser um mero “campo de fazendas eólicas”, mirando ser um centro manufatureiro impulsionado por sua própria Geração Limpa.

O Dilema da Commodity Bruta e o Valor Agregado na Geração de Energia

A expressão “Exportar Vento e Sol” resume o dilema econômico da Bahia. O estado é um líder nacional em Geração de Energia eólica e solar, mas essa riqueza natural tem sido historicamente tratada como matéria-prima bruta. Ao ser transmitida para centros industriais distantes, grande parte do valor fiscal, tributário e de emprego é perdido.

O Governador propõe uma inversão de lógica: usar o preço da energia extremamente competitivo, fruto da alta qualidade do recurso eólico e solar baiano, como o principal incentivo fiscal. As indústrias que se instalarem nas regiões produtoras de Energia Renovável terão acesso a um custo de eletricidade substancialmente mais baixo do que a média nacional.

Essa estratégia de Desenvolvimento Regional exige um foco cirúrgico na atração de setores eletrointensivos — aqueles cuja competitividade depende diretamente do baixo preço da energia. Estão no radar a produção de aço verde, a indústria de fertilizantes e, sobretudo, o carro-chefe da Transição Energética global: o Hidrogênio Verde (H2V) e seus derivados.

A Bahia entende que a verdadeira riqueza não está no megawatt gerado, mas sim no produto final, seja ele amônia verde, combustíveis sintéticos (e-Fuels) ou alumínio com pegada de carbono quase zero. Esse é o caminho para transformar o potencial de renováveis em prosperidade duradoura e evitar a perpetuação da exportação de uma commodity bruta.

Hidrogênio Verde como Âncora do Complexo Industrial Impulsionado pela Geração Limpa

O vetor primordial dessa industrialização baseada em Geração Limpa é o Hidrogênio Verde. A produção de H2V exige volumes colossais de Energia Renovável e água, recursos abundantes em diferentes regiões da Bahia.

O planejamento do governo baiano visa criar um Complexo Industrial de H2V no entorno dos principais portos, como o Complexo de Aratu-Candeias. A infraestrutura portuária já existente e a proximidade com mercados globais de exportação de amônia verde e metanol verde tornam a localização ideal para a Transição Energética.

A Bahia já assinou memorandos de entendimento com players globais interessados em explorar essa rota. A promessa de fornecimento de Energia Renovável a longo prazo (PPAs) a preços preferenciais, aliada aos incentivos fiscais estaduais, é o atrativo fundamental para que essas indústrias se comprometam com a Bahia em detrimento de outros estados.

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A atração de grandes Complexos Industriais de Hidrogênio Verde é a prova prática de que a Bahia está abandonando a ideia de Exportar Vento e Sol de forma desinteressada. O H2V é, em si, um produto de valor agregado que utiliza 100% da Geração de Energia limpa local, consolidando o Desenvolvimento Regional e o potencial de renováveis.

Infraestrutura, Regulação e o Risco para o Setor Elétrico na Transição Energética

Para o Setor Elétrico, a execução dessa estratégia de industrialização impõe desafios consideráveis na infraestrutura elétrica. A Bahia precisa de um robusto planejamento de transmissão para levar a Geração de Energia eólica e solar das regiões produtoras (Oeste e Nordeste) até o Complexo Industrial da costa.

O Governador sabe que os incentivos fiscais não bastam. É imperativo que a Bahia ofereça segurança regulatória e infraestrutura elétrica de classe mundial. As indústrias de H2V precisam de PPAs de Geração Limpa de 20 anos ou mais. Qualquer Risco Regulatório ou falha de transmissão pode afastar investimentos bilionários.

A competição por essas indústrias é acirrada. O Ceará, o Rio Grande do Norte e outros estados com alto potencial de renováveis também buscam o mesmo tipo de investimento. A Bahia precisa ser mais ágil na cessão de áreas, na desburocratização e na garantia do fornecimento de água industrial, um recurso crítico para a Transição Energética.

Outro ponto crucial é a relação com o Mercado Livre de Energia (MLE). As futuras indústrias não farão parte do mercado regulado. O estado precisa facilitar a estruturação de contratos de longo prazo (PPAs) que liguem diretamente os grandes parques de Energia Renovável aos Complexos Industriais, garantindo o preço da energia atrativo e a rastreabilidade da Geração Limpa.

Desenvolvimento Regional e a Transição Justa na Bahia

A industrialização baseada no potencial de renováveis é vista como a chave para uma Transição Energética justa e inclusiva na Bahia. As regiões que hoje são predominantemente agrícolas ou de baixa renda, mas que possuem recursos eólicos e solar excepcionais, serão as novas fronteiras de Desenvolvimento Regional.

Essa descentralização dos investimentos e a criação de Complexos Industriais em áreas do interior (junto às fontes de Geração de Energia) combatem a concentração econômica na capital. O Governador busca garantir que os benefícios da Geração Limpa se traduzam em empregos qualificados e na melhoria da infraestrutura elétrica e social local.

O plano da Bahia é, em última análise, um modelo a ser observado por todo o Setor Elétrico brasileiro. O país não pode se dar ao luxo de ter Energia Renovável abundante e, ao mesmo tempo, Exportar Vento e Sol sem valor agregado. A estratégia de usar a Geração de Energia como alicerce para a industrialização é o caminho mais eficaz para monetizar a vantagem competitiva do Brasil na Transição Energética global.

Ao mirar em indústrias eletrointensivas e em Hidrogênio Verde, a Bahia demonstra que seu potencial de renováveis é a plataforma para uma nova era econômica. O desafio agora é transformar o discurso do Governador em realidade regulatória, garantindo que o vento e o sol da Bahia fiquem no estado e se transformem em riqueza para o Desenvolvimento Regional.

Visão Geral

A Bahia redefine sua abordagem na Transição Energética, focando na atração de indústrias eletrointensivas, como as de Hidrogênio Verde (H2V), para consumir localmente sua vasta Geração de Energia solar e eólica, visando o Desenvolvimento Regional e evitando a mera exportação de commodities.

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