Um barco partiu do Equador com o objetivo de levar as demandas dos povos indígenas para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, no Brasil.
Um barco partiu do Equador com o objetivo de levar as demandas dos povos indígenas para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, no Brasil. A embarcação, adornada com a imagem de uma mulher segurando uma sucuri, iniciou sua jornada na cidade de Francisco de Orellana, na Amazônia equatoriana.
A Jornada da Flotilha Amazônica
A flotilha, batizada de “Yaku Mamá”, é composta por mais de 50 representantes de organizações indígenas de toda a bacia amazônica. Eles percorrerão cerca de 3 mil quilômetros pelo Rio Amazonas e seus afluentes, atravessando quatro países até chegar a Belém.
Objetivos da Expedição
O principal objetivo da flotilha é garantir que as vozes e demandas dos povos indígenas sejam ouvidas nas negociações da COP30. Alexis Grefa, representante da juventude equatoriana do povo Kichwa de Santa Clara, destaca que a flotilha é um espaço para compartilhar experiências e refletir sobre questões importantes para os povos indígenas.
Demandas Indígenas
Entre as principais demandas que serão levadas à COP30 estão o financiamento direto para projetos indígenas, uma transição energética justa, a eliminação de combustíveis fósseis e o respeito à consulta prévia. Os participantes esperam que, por ser a primeira vez que o evento é realizado em uma cidade amazônica, as necessidades e perspectivas dos povos indígenas sejam devidamente consideradas.
Preparativos e Rota
A ideia de explorar os rios amazônicos surgiu após o anúncio de que Belém sediaria a COP30. Diversas organizações se uniram para traçar a rota e definir as atividades que serão realizadas em cada parada ao longo do caminho, com o objetivo de abordar questões relevantes para os territórios indígenas.
Visão Geral
A flotilha “Yaku Mamá” representa um esforço significativo para amplificar as vozes dos povos indígenas da Amazônia e garantir que suas demandas sejam consideradas nas negociações globais sobre mudanças climáticas. A jornada de 3 mil quilômetros através de quatro países simboliza o compromisso e a determinação desses povos em proteger seus territórios e promover um futuro sustentável para a região amazônica e para o planeta.
Créditos: Misto Brasil




















